Maria José tem 43 anos e procura sua médica de família para a primeira consulta de pré-natal. Feliz com o resultado positivo de beta HCG realizado na semana anterior, decidiu realizar uma ultrassonografia transvaginal por conta própria. Maria José casou há um ano e desde o início do casamento o sonho do casal era o de ter filhos. Há três meses apresentou um abortamento espontâneo, com IG de 10 semanas. Após o episódio, ela e o esposo ficaram muito abalados emocionalmente e temiam a possibilidade de não poder ter filhos biológicos. Na presente consulta, ao abrir o resultado da ultrassonografia, a médica de família depara-se com o seguinte resultado: “Presença de saco gestacional de 20 mm, não visualizado embrião ou vesícula vitelínica no seu interior. Gestação anembrionária.” Com relação à comunicação de notícias difíceis, é correto afirmar que:
Alternativas
A) Respeitar o silêncio do paciente é fundamental e deve-se evitar perguntas exploratórias, ainda que com o intuito de incentivar o paciente a falar sobre seus sentimentos.
B) Evitar linguagem técnica (jargão médico), verificar se a informação foi corretamente entendida pelo paciente e responder afetivamente não são ferramentas úteis na comunicação de notícias difíceis.
C) Combinar afirmativas afetivas, exploratórias e validadoras na comunicação de notícias difíceis pode ser uma tarefa de difícil execução e transmissão, impedindo uma proximidade afetiva entre médico e paciente.
D) A maneira mais recomendada é iniciar diretamente falando do problema e de todas as possíveis consequências.
E) Diante da manifestação da emoção do paciente, como o choro, por exemplo, após uma pausa que permita que o paciente se recomponha, é recomendado que o médico demonstre que entende o motivo de sua emoção através de afirmativas empática.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.