UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Jorge chega para consultar com o MFC Gustavo.MFC Gustavo: O que posso lhe ajudar hoje?Jorge: Estou com dor de cabeça, não sei o que é...(cabisbaixo e olhando para o chão)Não tenho conseguido trabalhar direito por causa dela... (ainda olhando para o chão) MFC Gustavo: Mais alguma coisa?Jorge: Estou com dificuldade de dormir há algum tempo. Acordo sempre à noite. E também vim para fazer exames de rotina.MFC Gustavo: Mais alguma coisa?Jorge: Não estou muito bem não Dr. (começa a chorar...)MFC Gustavo: (demonstra estar atento, faz silêncio e oferece um lenço de papel paraJorge)Jorge: Tem sido muito difícil tudo isso... desde que minha esposa me deixou...Em relação às habilidades de comunicação utilizadas pelo MFC Gustavo, assinale alternativa CORRETA.
Comunicação eficaz: pergunta aberta + escuta ativa + atenção à comunicação não verbal = confiança e informações completas.
Iniciar com perguntas abertas e praticar a escuta ativa, observando a comunicação verbal e não verbal, são pilares para construir uma relação de confiança e obter informações cruciais para um diagnóstico e plano de cuidado abrangente.
A comunicação eficaz é um pilar fundamental na prática médica, especialmente na Medicina de Família e Comunidade, onde a consulta é frequentemente centrada na pessoa. A habilidade de estabelecer uma relação terapêutica sólida e de obter um histórico clínico abrangente depende diretamente da qualidade da interação entre médico e paciente. Iniciar a entrevista com uma pergunta aberta, como 'O que posso lhe ajudar hoje?', permite que o paciente comece a narrativa de sua queixa principal e de suas preocupações em suas próprias palavras, sem ser direcionado. Isso facilita a expressão de questões subjetivas e emocionais que podem estar subjacentes aos sintomas físicos. A escuta ativa, que envolve não interromper o paciente nos primeiros minutos e prestar atenção tanto à comunicação verbal quanto à não verbal (linguagem corporal, expressões faciais, tom de voz), é crucial para captar a totalidade da mensagem do paciente. No caso apresentado, o MFC Gustavo demonstra empatia e habilidades de comunicação ao permitir que Jorge se expresse, observando seu comportamento (cabisbaixo, chorando) e oferecendo suporte (lenço de papel, silêncio atencioso). Essa abordagem facilita a revelação de informações sensíveis, como o término do relacionamento, que são essenciais para uma compreensão holística do quadro clínico de Jorge e para um plano de cuidado adequado.
Perguntas abertas permitem que o paciente expresse suas preocupações em suas próprias palavras, sem restrições, revelando informações importantes que talvez não fossem capturadas por perguntas fechadas, e estabelecendo um ambiente de confiança.
A comunicação não verbal, como postura, contato visual, expressões faciais e tom de voz, tanto do paciente quanto do médico, fornece pistas valiosas sobre sentimentos e preocupações, e pode reforçar ou contradizer a comunicação verbal.
Escuta ativa é a capacidade de ouvir com atenção plena, compreendendo não apenas as palavras, mas também as emoções e o contexto do paciente. É fundamental para demonstrar empatia, construir confiança e obter um histórico clínico completo e preciso.
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