SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
O Sr. Rodrigo, 45 anos, entra em sua consulta acompanhado por sua companheira, a Sra. Janaína. Por diversas vezes, a Sra. Janaína, 42 anos, toma a frente na consulta, dificultando e interrompendo a fala do Sr. Rodrigo. A maneira INADEQUADA de conduzir esta consulta pelo profissional de saúde seria:
Consulta com acompanhante intrusivo → NUNCA menosprezar; buscar pacto de intervenção e valorizar fala do paciente.
Menosprezar o acompanhante é uma atitude inadequada e antiética, pois pode gerar ressentimento, dificultar a adesão ao tratamento e comprometer a relação de confiança. O correto é buscar uma comunicação assertiva, valorizando a presença do acompanhante e redirecionando o foco para o paciente de forma respeitosa.
A consulta médica é um momento crucial para o estabelecimento da relação terapêutica e a coleta de informações essenciais. A presença de um acompanhante é comum e, muitas vezes, benéfica, especialmente em casos de pacientes idosos, crianças, ou com dificuldades de comunicação. No entanto, em algumas situações, o acompanhante pode se tornar excessivamente participativo, interrompendo o paciente e dificultando a condução da consulta. Nesses cenários, o profissional de saúde deve demonstrar habilidades de comunicação e empatia para gerenciar a dinâmica. É fundamental reconhecer a preocupação do acompanhante e o seu papel de suporte, mas sem perder o foco no paciente. Estratégias como "esvaziar" as ansiedades do acompanhante, agradecer sua contribuição e, em seguida, redirecionar a palavra para o paciente de forma respeitosa, são eficazes. Propor um "pacto de intervenção", como "O que a senhora acha de agora deixarmos que seu esposo nos conte o que está acontecendo?", pode ser útil. A atitude de menosprezar o acompanhante é considerada inadequada e antiética. Além de desrespeitosa, pode gerar um ambiente de hostilidade, comprometer a confiança e dificultar a adesão do paciente ao tratamento, uma vez que o acompanhante muitas vezes desempenha um papel importante no suporte e na tomada de decisões. O residente deve aprender a equilibrar a valorização do acompanhante com a primazia da voz e da autonomia do paciente.
O médico deve primeiramente reconhecer a presença e a preocupação do acompanhante, agradecer sua contribuição e, de forma assertiva e respeitosa, redirecionar o foco para o paciente, buscando um 'pacto de intervenção' ou pedindo para que o paciente expresse sua própria percepção.
Menosprezar o acompanhante pode gerar um ambiente de desconfiança e hostilidade, prejudicar a relação médico-paciente-família, dificultar a coleta de informações importantes e comprometer a adesão do paciente ao plano terapêutico, além de ser antiético.
Técnicas incluem validar a preocupação do acompanhante, estabelecer limites claros de forma educada, perguntar ao paciente sobre o que foi dito pelo acompanhante, e, se necessário, conversar brevemente com o acompanhante em separado para entender suas ansiedades.
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