UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2018
No que se refere à comunicação de más notícias com base nos preceitos da bioética, julgue o item que se segue. Apesar de ser tarefa difícil e delicada, a comunicação de más notícias aos pacientes e a seus familiares deve ser vista pela equipe de saúde como ação necessária e fundamental, cabendo ao médico responsável pelo caso, preferencialmente, ser o mensageiro das notícias mais graves.
Comunicação de más notícias é tarefa essencial e responsabilidade primária do médico assistente, com base na bioética.
A comunicação de más notícias é uma habilidade médica fundamental e um dever ético. O médico responsável pelo caso, que possui o vínculo e conhecimento mais aprofundado do paciente, é o profissional mais indicado para transmitir informações graves, garantindo acolhimento e clareza.
A comunicação de más notícias é uma das tarefas mais desafiadoras e sensíveis na prática médica, exigindo não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades interpessoais e empatia. Ela é um pilar da relação médico-paciente e um imperativo ético, fundamental para o respeito à autonomia do paciente e para a tomada de decisões compartilhadas. Os preceitos da bioética, como a autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, guiam a forma como as más notícias devem ser comunicadas. É essencial que o paciente seja informado de maneira clara, honesta e compassiva, em um ambiente adequado, com tempo para perguntas e suporte emocional. A responsabilidade de comunicar as notícias mais graves recai, preferencialmente, sobre o médico responsável pelo caso. Este profissional, por ter o conhecimento aprofundado da situação clínica e um vínculo estabelecido com o paciente e sua família, está em melhor posição para oferecer a informação de forma personalizada, acolhedora e para gerenciar as reações emocionais que podem surgir.
É fundamental para o estabelecimento de uma relação de confiança, respeito à autonomia do paciente, planejamento de cuidados e para que o paciente e sua família possam processar a informação e tomar decisões informadas sobre o tratamento.
O médico responsável possui o conhecimento mais completo do quadro clínico, histórico e prognóstico do paciente, além de ter estabelecido um vínculo, o que facilita a comunicação empática, clara e individualizada.
Os princípios da autonomia (respeito às decisões do paciente), beneficência (agir para o bem do paciente), não maleficência (evitar danos, inclusive psicológicos) e justiça (equidade no acesso à informação) são cruciais.
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