UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Na UBS do Raio do Sol, o médico Pedro é chamado na casa da dona Benedita, 63 anos de idade, para avaliar e declarar o óbito. O médico da unidade a acompanhava mensalmente nas visitas domiciliares devido diagnóstico de câncer de fígado, encontrava-se sob cuidados paliativos. O caso iniciou após 4 anos ter tido CA de mama. Chegando na residência de dona Benedita, Dr. Pedro examina e constata o óbito devido quadro de hemorragia. Considerando o caso acima marque a alternativa correta.
Comunicação de más notícias → Empatia + Clareza + Assertividade, evitando excesso de informações.
A comunicação de más notícias é uma habilidade essencial na medicina, especialmente em cuidados paliativos. Deve ser feita com empatia, clareza e assertividade, fornecendo informações relevantes de forma compreensível, sem sobrecarregar o paciente ou a família com detalhes desnecessários.
A comunicação de más notícias é um pilar fundamental nos cuidados paliativos e na prática médica em geral. É um processo complexo que exige sensibilidade, empatia e habilidades de comunicação para transmitir informações difíceis de forma clara e compreensível, respeitando a individualidade e o momento de cada paciente e família. O objetivo é estabelecer uma relação de confiança, oferecer suporte emocional e auxiliar na tomada de decisões informadas. No contexto de pacientes em cuidados paliativos, como Dona Benedita, a comunicação eficaz é ainda mais crítica, pois envolve discussões sobre prognóstico, qualidade de vida, planejamento antecipado de cuidados e o processo de morrer. Evitar o excesso de informações e focar no que é relevante para o paciente e seus familiares é crucial para não sobrecarregá-los, permitindo que processem as informações e façam perguntas. A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância. O médico assistente, que acompanhava o paciente e tem conhecimento da história clínica e da causa da morte, é o responsável por preenchê-la. Em casos de câncer metastático, a causa básica de morte deve ser o tumor primário, que desencadeou a cascata de eventos que culminou no óbito, mesmo que a causa imediata seja uma complicação como hemorragia.
O médico assistente que acompanhava o paciente e pode atestar a causa da morte tem o dever de emitir a Declaração de Óbito, mesmo que não esteja presente no momento exato do falecimento, desde que haja informações clínicas suficientes.
A abordagem deve ser empática, respeitando o tempo e a capacidade de assimilação do paciente e familiares. É fundamental ser claro, honesto e assertivo, respondendo às perguntas e oferecendo suporte, mas evitando jargões técnicos e excesso de informações.
Em casos de câncer metastático, a causa básica de morte a ser registrada na Declaração de Óbito é o tumor primário (neste caso, câncer de mama), pois foi a doença que iniciou a sequência de eventos que levou ao óbito.
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