HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2019
Dr. João, médico da Unidade de Saúde, necessita comunicar aos pais a necessidade de encaminhar a criança de 5 anos para um serviço de oncologia pediátrica devido ao resultado de câncer em um dos exames. A melhor maneira de comunicar o resultado é inicialmente:
Comunicar más notícias: Iniciar perguntando o que os pais já sabem e o que desejam saber, respeitando seu ritmo.
Ao comunicar um diagnóstico grave como câncer infantil, é fundamental iniciar a conversa avaliando o nível de conhecimento e a prontidão dos pais para receber a informação. Isso permite ao médico adaptar a linguagem, o volume de detalhes e o ritmo da comunicação, tornando-a mais empática e eficaz.
A comunicação de más notícias é uma das habilidades mais desafiadoras e importantes na prática médica, especialmente em oncologia pediátrica. Receber um diagnóstico de câncer para um filho é devastador para os pais, e a forma como essa notícia é transmitida pode ter um impacto profundo em sua capacidade de enfrentamento e na relação com a equipe médica. A abordagem mais recomendada para comunicar um diagnóstico grave, como o de câncer infantil, é iniciar a conversa avaliando a percepção dos pais. Isso envolve perguntar o que eles já sabem sobre a situação da criança e, crucialmente, quanto eles desejam saber sobre o diagnóstico e o prognóstico. Essa estratégia, alinhada com protocolos como o SPIKES (Setting, Perception, Invitation, Knowledge, Empathy, Summary/Strategy), permite ao médico adaptar a comunicação ao nível de compreensão e à capacidade emocional dos pais. Ao permitir que os pais expressem o que já sabem e o que querem saber, o médico demonstra empatia, respeito e autonomia. Isso ajuda a construir confiança, evita a sobrecarga de informações e garante que a notícia seja transmitida de forma gradual e compreensível, preparando-os para os próximos passos do tratamento e acompanhamento em um serviço especializado.
Perguntar o que os pais já sabem permite ao médico identificar lacunas de informação, corrigir mal-entendidos e começar a comunicação a partir do ponto de vista deles, evitando repetições desnecessárias e adaptando a linguagem.
Essa pergunta respeita a autonomia e o mecanismo de enfrentamento dos pais. Alguns podem querer todos os detalhes técnicos, enquanto outros preferem informações mais gerais inicialmente, processando-as gradualmente. Isso evita sobrecarga e ansiedade excessiva.
Os princípios incluem preparar-se para a conversa, criar um ambiente adequado, avaliar a percepção do paciente/família, fornecer informações de forma clara e empática, abordar as emoções e planejar os próximos passos, seguindo modelos como o protocolo SPIKES.
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