HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta a cardiopatia congênita mais comum.
CIV = cardiopatia congênita mais comum (25-30% dos casos).
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais prevalente, representando cerca de 25-30% de todos os defeitos cardíacos congênitos. É caracterizada por um shunt de sangue do ventrículo esquerdo para o direito, podendo levar a sobrecarga de volume e hipertensão pulmonar se não tratada.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais frequente, representando cerca de 25% a 30% de todas as malformações cardíacas ao nascimento. Sua importância clínica reside na variabilidade de apresentação, desde defeitos pequenos e assintomáticos que podem fechar espontaneamente até grandes shunts que causam insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, exigindo intervenção. A fisiopatologia da CIV envolve um fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o direito (shunt esquerda-direita) devido à diferença de pressão. O volume de sangue extra no lado direito do coração leva à sobrecarga das câmaras direitas e da circulação pulmonar. O diagnóstico é frequentemente feito pela ausculta de um sopro holossistólico em borda esternal esquerda baixa, confirmado por ecocardiograma. O tratamento varia desde o acompanhamento clínico para defeitos pequenos, que podem fechar espontaneamente, até a correção cirúrgica para CIVs grandes e sintomáticas, a fim de prevenir complicações como a doença vascular pulmonar irreversível (Síndrome de Eisenmenger). O momento da cirurgia é crucial e depende da idade do paciente, tamanho do defeito e presença de sintomas.
A CIV pode ser classificada em perimembranosa (a mais comum), muscular, de saída (supracristal) e de entrada. Cada tipo tem implicações anatômicas e prognósticas distintas.
Os sintomas variam com o tamanho do defeito. Pequenas CIVs podem ser assintomáticas, enquanto grandes CIVs podem causar taquipneia, dificuldade de alimentação, baixo ganho ponderal e sopro cardíaco intenso.
O tratamento depende do tamanho da CIV e da presença de sintomas. Pequenas CIVs podem fechar espontaneamente, enquanto grandes defeitos sintomáticos geralmente requerem correção cirúrgica.
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