IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Um paciente de 3 anos é levado ao consultório pediátrico com queixa de cansaço aos leves esforços, além de dificuldade de ganho de peso. Não há histórico de febre ou de dor. Foi submetido ao teste do coraçãozinho ao nascer, que estava normal. Ao exame, é notado discreta cianose periférica e um sopro holossistólico, melhor audível em borda esternal esquerda. O eletrocardiograma demonstrou hipertrofia ventricular direita. Nesse contexto, assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico mais provável.
Criança com sopro holossistólico em borda esternal esquerda + cansaço + HVD no ECG → CIV é o diagnóstico mais provável.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum. Um sopro holossistólico audível na borda esternal esquerda, associado a sinais de insuficiência cardíaca (cansaço, dificuldade de ganho de peso) e hipertrofia ventricular direita no ECG, é altamente sugestivo de CIV com shunt significativo.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum, representando um desafio diagnóstico e terapêutico na pediatria. Caracteriza-se por uma abertura no septo que divide os ventrículos, permitindo o fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para o direito (shunt esquerdo-direito). A magnitude do shunt determina a gravidade dos sintomas, que podem variar desde assintomáticos em CIVs pequenas até insuficiência cardíaca grave em CIVs grandes. O diagnóstico da CIV é frequentemente suspeitado pela ausculta de um sopro holossistólico característico na borda esternal esquerda. Sintomas como cansaço aos leves esforços, taquipneia e dificuldade de ganho de peso são indicativos de um shunt significativo, levando a sobrecarga de volume no ventrículo direito e na circulação pulmonar. O eletrocardiograma pode revelar hipertrofia ventricular direita ou biventricular, enquanto o ecocardiograma confirma o diagnóstico, localiza a CIV e avalia a hemodinâmica. A cianose periférica discreta, embora menos comum em CIVs puras, pode ocorrer em casos de hipertensão pulmonar avançada ou shunts complexos. O tratamento da CIV depende do tamanho do defeito e da presença de sintomas. CIVs pequenas podem fechar espontaneamente. CIVs maiores, sintomáticas ou com sinais de hipertensão pulmonar, podem requerer intervenção cirúrgica. Para residentes, é fundamental reconhecer os sinais precoces da CIV e entender a fisiopatologia para um manejo adequado e encaminhamento oportuno, evitando complicações como a Síndrome de Eisenmenger.
Os achados incluem um sopro holossistólico rude, mais audível na borda esternal esquerda baixa, sinais de insuficiência cardíaca (taquipneia, dificuldade de alimentação, baixo ganho ponderal) em shunts grandes, e no ECG, pode haver hipertrofia ventricular direita ou biventricular.
O teste do coraçãozinho (oximetria de pulso) avalia a saturação de oxigênio. Em CIVs pequenas ou moderadas, o shunt é predominantemente da esquerda para a direita, não causando dessaturação significativa. A cianose pode surgir mais tardiamente, com o desenvolvimento de hipertensão pulmonar e inversão do shunt.
A CIV se caracteriza pelo sopro holossistólico em borda esternal esquerda. Um defeito do septo atrial (DSA) geralmente tem sopro sistólico ejetivo pulmonar. Tetralogia de Fallot apresenta cianose mais proeminente e sopro sistólico ejetivo de estenose pulmonar. A coarctação da aorta tem sopro sistólico irradiando para o dorso e pulsos femorais diminuídos.
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