HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Lactente, 2 meses, vem à consulta pediátrica de rotina. Foi prematuro de 36 semanas, com peso no nascimento de 2840 g e triagens neonatais normais. Mãe relata que realizou pré-natal completo, que teve diagnóstico de diabetes gestacional e que o bebé parece ter respiração mais rápida que o normal ficando ofegante para mamar e precisando interromper as mamadas 3 a 4 vezes para descansar. Ao exame físico: bom estado geral, corado, acianótico, alerta, com FR 65 mrpm, discreta tiragem subcostal, peso 3400 g. Ausculta cardíaca e pulmonar: bulhas normofonéticas, ritmo regular em 2 tempos com sopro holossistólico 3+/6 mais audível na borda esternal esquerda e murmúrio vesicular bem distribuído e sem ruídos adventícios. A hipótese diagnóstica mais provável para o caso é
Lactente com taquipneia, dificuldade mamar e sopro holossistólico em Borda Esternal Esquerda → CIV.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum, manifestando-se em lactentes com sinais de insuficiência cardíaca (taquipneia, dificuldade para mamar, baixo ganho ponderal) e um sopro holossistólico característico na borda esternal esquerda.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum, representando cerca de 20-30% de todas as malformações cardíacas. Sua importância clínica reside na possibilidade de desenvolvimento de insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar se não diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico. A fisiopatologia da CIV envolve um shunt da esquerda para a direita, resultando em sobrecarga de volume no ventrículo direito e na circulação pulmonar. Clinicamente, lactentes podem apresentar taquipneia, dificuldade para mamar, baixo ganho ponderal e sudorese excessiva, sinais de insuficiência cardíaca. Ao exame físico, o sopro holossistólico 3+/6 mais audível na borda esternal esquerda é um achado clássico. Fatores como prematuridade e diabetes gestacional materno são conhecidos por aumentar o risco de cardiopatias congênitas. A conduta inicial envolve o diagnóstico preciso, geralmente confirmado por ecocardiograma. O tratamento pode variar desde acompanhamento clínico para CIVs pequenas, que podem fechar espontaneamente, até intervenção cirúrgica para CIVs maiores com sinais de insuficiência cardíaca ou hipertensão pulmonar. É crucial para residentes reconhecerem os sinais e sintomas para encaminhamento e manejo adequados.
Lactentes com CIV podem apresentar taquipneia, dificuldade para mamar, sudorese excessiva, baixo ganho ponderal e sinais de insuficiência cardíaca.
O sopro da CIV é tipicamente holossistólico, mais audível na borda esternal esquerda, e pode ser acompanhado de frêmito.
Prematuridade, diabetes gestacional materno, infecções congênitas e síndromes genéticas são fatores de risco importantes para cardiopatias congênitas.
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