UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
A maioria das cardiopatias congênitas são diagnosticadas e tratadas ainda na infância, ou até mesmo logo após o nascimento, com o advento do ecocardiograma fetal e pela implantação do teste do coraçãozinho ainda na maternidade. Este diagnóstico precoce possibilita um melhor preparo da mãe e do bebê. Permite também a programação mais precoce de intervenção, impedindo muitas vezes que essa criança receba alta e evoluía com morte súbita. Reconheça a alternativa que contenha a cardiopatia mais comum na infância.
CIV = cardiopatia congênita mais comum na infância; teste do coraçãozinho auxilia no diagnóstico precoce.
A Comunicação Interventricular (CIV) é o defeito cardíaco congênito mais frequente, representando cerca de 25-30% de todas as cardiopatias congênitas. Sua apresentação clínica varia desde assintomática até insuficiência cardíaca grave, dependendo do tamanho do defeito e da resistência vascular pulmonar.
As cardiopatias congênitas (CC) são as malformações mais comuns ao nascimento, afetando cerca de 8 em cada 1.000 nascidos vivos. O diagnóstico precoce, facilitado pelo ecocardiograma fetal e pelo teste do coraçãozinho neonatal, é crucial para o manejo adequado e para prevenir complicações graves, como a morte súbita. A compreensão da epidemiologia e da apresentação clínica das CCs é fundamental para o residente. A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais prevalente, correspondendo a aproximadamente 25-30% de todos os casos. Ela se caracteriza por um defeito no septo interventricular, permitindo a passagem de sangue do ventrículo esquerdo para o direito (shunt esquerda-direita). O tamanho do defeito e a resistência vascular pulmonar determinam a magnitude do shunt e a gravidade dos sintomas. O tratamento da CIV varia desde o acompanhamento clínico para defeitos pequenos, que podem fechar espontaneamente, até a correção cirúrgica para defeitos maiores que causam insuficiência cardíaca ou hipertensão pulmonar. O manejo envolve otimização da função cardíaca, prevenção de infecções e, quando necessário, intervenção cirúrgica para fechar o defeito.
Os sintomas da CIV variam com o tamanho do defeito. Pequenas CIVs podem ser assintomáticas, enquanto grandes defeitos podem causar taquipneia, dificuldade de alimentação, baixo ganho ponderal e sopro cardíaco audível.
O diagnóstico da CIV é frequentemente suspeitado pelo sopro cardíaco no exame físico e confirmado por ecocardiograma. O teste do coraçãozinho (oximetria de pulso) pode auxiliar no rastreamento neonatal.
A CIV é um defeito no septo que divide os ventrículos, enquanto a CIA é um defeito no septo que divide os átrios. A CIV é mais comum e, se grande, pode levar a sintomas mais precoces e graves devido ao shunt esquerda-direita.
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