UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
As cardiopatias congênitas acianóticas são as mais frequentes, e, dentre elas, pode-se afirmar estar entre as mais comuns a:
CIV = cardiopatia congênita acianótica mais comum.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita acianótica mais prevalente, caracterizada por um shunt esquerda-direita. Sua gravidade e apresentação clínica variam conforme o tamanho do defeito e a resistência vascular pulmonar.
As cardiopatias congênitas representam um espectro de anomalias estruturais do coração presentes ao nascimento, sendo as acianóticas as mais frequentes. Dentre elas, a Comunicação Interventricular (CIV) destaca-se como a mais comum, caracterizada por uma abertura no septo que divide os ventrículos. É crucial para o residente reconhecer sua prevalência e as implicações clínicas. A fisiopatologia da CIV envolve um shunt de sangue do ventrículo esquerdo para o direito, resultando em sobrecarga de volume no lado direito do coração e na circulação pulmonar. O diagnóstico é frequentemente feito por sopro cardíaco auscultado no exame físico e confirmado por ecocardiograma. A apresentação clínica varia desde assintomática (em defeitos pequenos) até sinais de insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar (em defeitos grandes). O tratamento da CIV depende do tamanho do defeito e da presença de sintomas. Defeitos pequenos podem fechar espontaneamente, enquanto defeitos maiores podem exigir tratamento medicamentoso para insuficiência cardíaca ou correção cirúrgica. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a vigilância é essencial para prevenir complicações a longo prazo, como a Síndrome de Eisenmenger.
As cardiopatias congênitas acianóticas incluem defeitos com shunt esquerda-direita, como Comunicação Interventricular (CIV), Comunicação Interatrial (CIA) e Persistência do Canal Arterial (PCA), além de lesões obstrutivas como estenose aórtica e coarctação da aorta.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum, representando cerca de 25-30% de todos os defeitos cardíacos congênitos.
Uma CIV não tratada pode levar a insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão pulmonar (Síndrome de Eisenmenger em casos graves), endocardite infecciosa e retardo no crescimento.
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