HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Lactente de 2 meses apresenta na ausculta cardíaca sopro holossistólico rude +++/6+ em borda esternal esquerda média que pode corresponder a
Sopro holossistólico rude em Borda Esternal Esquerda Média em lactente → CIV até prova em contrário.
O sopro holossistólico rude, com irradiação para a borda esternal esquerda média, é o achado clássico da comunicação interventricular (CIV), uma das cardiopatias congênitas mais comuns. A intensidade do sopro não se correlaciona diretamente com o tamanho do defeito.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita mais comum, representando cerca de 20-30% de todas as malformações cardíacas. Caracteriza-se por um defeito no septo que divide os ventrículos, permitindo o fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o direito (shunt esquerda-direita). A apresentação clínica varia com o tamanho do defeito e a resistência vascular pulmonar. Em lactentes, a CIV pode se manifestar com sopro cardíaco, taquipneia, dificuldade para ganhar peso e sinais de insuficiência cardíaca. O sopro holossistólico rude, audível na borda esternal esquerda média, é um achado clássico. O diagnóstico é confirmado por ecocardiograma, que detalha o tamanho, localização e hemodinâmica do shunt. O manejo depende do tamanho da CIV e da presença de sintomas. Muitas CIVs pequenas fecham espontaneamente. Defeitos maiores podem exigir tratamento clínico para insuficiência cardíaca e, em alguns casos, correção cirúrgica para prevenir hipertensão pulmonar irreversível e outras complicações.
O sopro da CIV é tipicamente holossistólico, rude, de alta frequência, mais audível na borda esternal esquerda média ou inferior, e pode irradiar para a direita, refletindo o fluxo turbulento.
Não necessariamente. Defeitos pequenos podem gerar sopros mais intensos devido ao fluxo turbulento de alta velocidade, enquanto defeitos grandes podem ter sopros mais suaves ou até ausentes em casos de shunt bidirecional.
As complicações incluem insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, endocardite infecciosa e, em casos graves e não tratados, a Síndrome de Eisenmenger, uma condição irreversível.
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