AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O quadro clínico de pacientes com comunicação interventricular (CIV) varia de acordo com o tamanho do defeito e com o fluxo e pressão sanguínea pulmonar. Caracteristicamente um sopro holossistólico alto, rude ou musical é observado sobre a borda esternal esquerda inferior. Sobre a CIV na infância analise as afirmativas abaixo.I. – A presença de frêmito é infrequente e indica quadro mais grave ou complicação.II. – O sopro sistólico de uma grande CIV é menos rude, devido à ausência de um gradiente de pressão significativo através do defeito.III. – O aparecimento de cianose, dispneia e síncope, com desparecimento do sopro e presença de segunda bulha intensa e palpável indica o desenvolvimento de doença obstrutiva vascular pulmonar (inversão do shunt). Sobre esta situação selecione a opção correta.
CIV grande: sopro menos rude (↓ gradiente), frêmito comum. Inversão do shunt (Eisenmenger) → cianose, desaparecimento do sopro, B2 hiperfonética.
Em CIVs grandes, o gradiente de pressão entre os ventrículos é menor, resultando em um sopro menos rude. A presença de frêmito é comum em CIVs moderadas a grandes. O desenvolvimento de hipertensão pulmonar grave e inversão do shunt (Síndrome de Eisenmenger) leva a cianose, desaparecimento do sopro (pela equalização das pressões) e uma segunda bulha pulmonar intensa.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita acianótica mais comum, caracterizada por um defeito no septo interventricular que permite a passagem de sangue entre os ventrículos. O quadro clínico varia amplamente com o tamanho do defeito e a resistência vascular pulmonar. O sopro holossistólico é o achado clássico, geralmente mais intenso em CIVs pequenas a moderadas devido ao alto gradiente de pressão. Em CIVs grandes, o gradiente de pressão entre os ventrículos é menor, o que pode resultar em um sopro menos rude e até mesmo menos audível. A presença de frêmito é um achado comum em CIVs moderadas a grandes, refletindo o fluxo turbulento intenso, e não é infrequente. A complicação mais grave e tardia é o desenvolvimento de doença obstrutiva vascular pulmonar, que pode levar à Síndrome de Eisenmenger. A Síndrome de Eisenmenger é caracterizada por hipertensão pulmonar irreversível e inversão do shunt (de esquerda-direita para direita-esquerda), resultando em cianose, dispneia, síncope e, classicamente, o desaparecimento do sopro (devido à equalização das pressões) e uma segunda bulha pulmonar hiperfonética e palpável. O manejo visa prevenir essa complicação através do fechamento precoce do defeito em casos selecionados.
Em grandes CIVs, há menor resistência ao fluxo entre os ventrículos, o que resulta em um gradiente de pressão menos significativo. Isso diminui a intensidade do sopro, tornando-o menos rude ou áspero.
A Síndrome de Eisenmenger é uma complicação tardia da CIV, caracterizada por hipertensão pulmonar grave e inversão do shunt (de esquerda para direita para direita para esquerda). Clinicamente, manifesta-se com cianose, dispneia, síncope e o desaparecimento do sopro, com uma segunda bulha cardíaca pulmonar intensa.
A presença de frêmito em uma CIV indica um fluxo turbulento significativo e é comum em defeitos moderados a grandes. Embora não seja necessariamente uma complicação, sugere um shunt de maior volume e, portanto, um defeito de maior relevância hemodinâmica.
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