ENARE/ENAMED — Prova 2024
Na consulta de rotina, o pediatra está em dúvida sobre um sopro cardíaco em uma criança de dois anos que não apresenta sinais de insuficiência cardíaca. Suspeita-se de Comunicação Interventricular (CIV). Para auscultar o sopro cardíaco nesse caso,
CIV sopro holossistólico = 4º EIC esquerdo, borda esternal.
O sopro da CIV é tipicamente holossistólico, de alta frequência, e mais audível no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal. Sua intensidade não se correlaciona diretamente com o tamanho do defeito, mas sim com o gradiente de pressão.
A Comunicação Interventricular (CIV) é a cardiopatia congênita acianótica mais comum, caracterizada por um defeito no septo interventricular que permite o fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para o direito. A ausculta cardíaca é um pilar fundamental no diagnóstico inicial, permitindo a suspeita e o encaminhamento adequado para confirmação diagnóstica e manejo. O sopro da CIV é classicamente holossistólico, ou seja, ocorre durante toda a sístole, e é mais bem audível no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, junto à borda esternal. A intensidade do sopro não se correlaciona diretamente com o tamanho do defeito; pequenos defeitos podem gerar sopros mais intensos devido ao maior gradiente de pressão. A presença de sinais de insuficiência cardíaca, como taquipneia e dificuldade de ganho ponderal, indica um defeito hemodinamicamente significativo. O diagnóstico definitivo é realizado por ecocardiograma. O tratamento varia desde o acompanhamento clínico para defeitos pequenos que podem fechar espontaneamente, até a correção cirúrgica para defeitos maiores ou sintomáticos. Residentes devem dominar a técnica de ausculta e a localização dos sopros para identificar precocemente as cardiopatias congênitas.
Além do sopro cardíaco, crianças com CIV podem apresentar taquipneia, dificuldade de ganho ponderal, sudorese excessiva e sinais de insuficiência cardíaca, dependendo do tamanho do defeito.
O sopro da CIV é tipicamente holossistólico, rude, de alta frequência, e é mais audível no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal.
A diferenciação envolve a análise das características do sopro (localização, irradiação, intensidade, timbre), presença de outros achados no exame físico e exames complementares como ecocardiograma.
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