UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
A comunicação interatrial (CIA)
CIA ostium secundum é comum e pode ser corrigida cirurgicamente com sutura ou retalho.
A Comunicação Interatrial (CIA) do tipo ostium secundum é a forma mais frequente de CIA e, quando sintomática ou com sobrecarga de volume no coração direito, tem indicação de correção. A cirurgia pode ser realizada com sutura direta ou uso de retalho, dependendo do tamanho e características do defeito.
A Comunicação Interatrial (CIA) é um defeito cardíaco congênito comum, caracterizado por uma abertura no septo interatrial que permite o fluxo sanguíneo entre os átrios. O tipo ostium secundum é o mais frequente, representando cerca de 70% das CIAs, e resulta de um defeito no desenvolvimento do septum secundum. A presença de uma CIA leva a um shunt esquerdo-direito, sobrecarregando o lado direito do coração e a circulação pulmonar. Muitos pacientes com CIA ostium secundum permanecem assintomáticos na infância e adolescência, sendo o diagnóstico frequentemente feito em exames de rotina. No entanto, com o tempo, a sobrecarga crônica do ventrículo direito pode levar a sintomas como dispneia, fadiga, arritmias atriais e, em casos avançados, hipertensão pulmonar e síndrome de Eisenmenger. A correção da CIA é indicada para prevenir essas complicações, geralmente quando há evidência de shunt significativo. A correção cirúrgica, seja por sutura simples para defeitos menores ou com uso de retalho para defeitos maiores, é um procedimento seguro e eficaz. Em casos selecionados, o fechamento percutâneo com dispositivo pode ser uma alternativa minimamente invasiva. O momento ideal para a correção é geralmente na idade pré-escolar ou escolar, antes do desenvolvimento de hipertensão pulmonar irreversível.
Os principais tipos são ostium secundum (o mais comum), ostium primum (associado a defeitos do coxim endocárdico), seio venoso (próximo à entrada das veias cavas) e seio coronário (raro, associado a persistência da veia cava superior esquerda).
A correção é geralmente indicada para CIAs com shunt esquerdo-direito significativo (Qp/Qs > 1.5-2.0:1) e evidência de sobrecarga de volume do ventrículo direito, mesmo em pacientes assintomáticos, para prevenir complicações a longo prazo.
A CIA ostium secundum pode ser corrigida cirurgicamente por sutura direta (para defeitos pequenos) ou com o uso de retalho de pericárdio ou material sintético (para defeitos maiores). Alternativamente, pode-se realizar o fechamento percutâneo com dispositivo em casos selecionados.
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