AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
A comunicação interatrial (CIA) é a cardiopatia congênita mais comum e geralmente os pacientes são assintomáticos ou oligossintomáticos. Na maioria dos pacientes com CIA o achado característico na ausculta é:
CIA → Desdobramento amplo e FIXO da segunda bulha (B2).
O desdobramento fixo de B2 na CIA ocorre porque o shunt interatrial equaliza as pressões e mantém o volume do VD elevado, atrasando o fechamento pulmonar independentemente da respiração.
A Comunicação Interatrial (CIA) é uma das cardiopatias congênitas mais frequentes no adulto, caracterizada por um shunt esquerda-direita que causa sobrecarga de volume crônica nas câmaras direitas e na circulação pulmonar. Clinicamente, o achado semiológico patognomônico é o desdobramento amplo e fixo da segunda bulha (B2). Além disso, o hiperfluxo pulmonar gera um sopro sistólico de ejeção suave. Em casos de shunts volumosos, pode-se auscultar um ruído diastólico de fluxo na borda esternal inferior esquerda (foco tricúspide). O diagnóstico definitivo é realizado pelo ecocardiograma transtorácico, que avalia a localização, o tamanho do defeito e as repercussões hemodinâmicas.
Na CIA, o shunt esquerda-direita aumenta o volume diastólico final do ventrículo direito. Durante a inspiração e expiração, o volume do VD permanece proporcionalmente elevado devido à comunicação entre os átrios, mantendo o atraso no fechamento da valva pulmonar constante.
O sopro mais comum é um sopro sistólico de ejeção no foco pulmonar (borda esternal superior esquerda), causado pelo aumento do fluxo sanguíneo através da valva pulmonar (hiperfluxo), e não pela passagem do sangue pelo septo.
O tipo mais comum é a CIA ostium secundum (75%), localizada na região da fossa oval. Outros tipos incluem ostium primum (associada a defeitos do coxim endocárdico) e sinus venosus (próxima à veia cava superior).
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