FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Considerando a comunicação realizada com pacientes portadores de doenças oncológicas com caráter progressivo fora de possibilidade de cura, entre os temas a serem tratados com o paciente, é INCORRETO afirmar:
Na comunicação em oncologia paliativa, o foco é diagnóstico, prognóstico, planejamento futuro e transição de cuidados, NÃO o início da vida.
Ao comunicar com pacientes oncológicos em cuidados paliativos, os temas essenciais incluem o diagnóstico, prognóstico, planejamento para o futuro e a transição do tratamento curativo para o paliativo, sempre respeitando a autonomia e os valores do paciente.
A comunicação em oncologia, especialmente em pacientes com doenças progressivas e fora de possibilidade de cura, é um pilar fundamental dos cuidados paliativos. O objetivo é estabelecer uma relação de confiança, promover a autonomia do paciente e garantir que suas necessidades, valores e desejos sejam respeitados. Essa comunicação deve ser empática, clara e contínua, adaptando-se às diferentes fases da doença e à capacidade de compreensão do paciente e sua família. Os temas a serem tratados com o paciente incluem, primordialmente, o diagnóstico e o prognóstico da doença, sempre com honestidade e sensibilidade, respeitando o ritmo do paciente para absorver as informações. É crucial discutir o planejamento para o futuro, que envolve as metas de cuidado, as preferências do paciente em relação a tratamentos, o local de cuidado e o suporte familiar. A transição do tratamento curativo para o cuidado paliativo também é um tema central, explicando que o foco muda para o alívio do sofrimento e a melhoria da qualidade de vida, sem abandonar o paciente. A 'questão de início de vida' não se encaixa nos temas relevantes para a comunicação com um paciente oncológico em fase avançada de doença. O foco deve estar no presente e no futuro próximo do paciente, em sua qualidade de vida, controle de sintomas, suporte psicossocial e espiritual, e na preparação para o fim da vida, de forma digna e respeitosa.
Os princípios incluem preparar o ambiente, avaliar o que o paciente já sabe, perguntar o quanto ele quer saber, compartilhar a informação de forma clara e empática, responder às emoções e planejar os próximos passos.
É um processo de discussão e tomada de decisões sobre os cuidados de saúde futuros, permitindo que o paciente expresse seus valores, desejos e preferências para o fim de vida, caso não possa mais se comunicar.
Deve ser abordada de forma gradual e empática, explicando que o foco muda para a qualidade de vida, alívio de sintomas e suporte integral, sem abandonar o paciente, mas sim oferecendo um cuidado mais abrangente.
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