Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Mulher, 42 anos, vem para atendimento de demanda espontânea da equipe de Estratégia de Saúde da Família (eSF) queixando-se de dor no joelho esquerdo após escorregar no piso molhado do supermercado em que trabalha como auxiliar de limpeza. Durante exame físico, observa-se escoriações, leve edema e dor à manipulação. Entre as condutas abaixo, a melhor a ser adotada à essa trabalhadora é prescrever sintomáticos, encaminhar para realização de Rx do joelho esquerdo para afastar fatura e:
Acidente de trabalho típico → Emissão de CAT obrigatória pelo médico assistente.
O acidente ocorrido no local e horário de trabalho (típico) exige a emissão da CAT, independentemente da gravidade ou necessidade de afastamento, para garantir direitos previdenciários.
A saúde do trabalhador é uma área transversal que exige do médico o reconhecimento do nexo entre a patologia e a atividade laboral. A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento essencial que protege o trabalhador em casos de incapacidade temporária ou permanente, garantindo estabilidade provisória e auxílio-acidente. No caso de uma auxiliar de limpeza que sofre queda no ambiente de trabalho, configura-se um acidente típico. O médico da Estratégia de Saúde da Família deve estar apto a realizar o diagnóstico clínico, o manejo terapêutico inicial e os trâmites administrativos legais, integrando a assistência clínica à vigilância em saúde.
A responsabilidade primária pela emissão da CAT é da empresa. No entanto, caso a empresa se recuse ou omita essa obrigação, o próprio trabalhador, seus dependentes, a entidade sindical, o médico assistente ou qualquer autoridade pública podem formalizá-la. Na prática da Atenção Primária ou Urgência, o médico que atende o acidentado deve preencher o laudo médico da CAT ou emitir o documento completo para garantir o registro do nexo causal e os direitos do segurado junto ao INSS.
O acidente de trabalho típico é aquele que ocorre no local e durante o horário de trabalho, em decorrência da atividade profissional. Já o acidente de trajeto ocorre no percurso entre a residência e o local de trabalho (ou vice-versa), independentemente do meio de locomoção. Ambos são equiparados para fins previdenciários e exigem a emissão da CAT. É fundamental caracterizar o evento detalhadamente no prontuário médico para subsidiar a perícia técnica.
Sim, mas há distinções. A CAT é um documento previdenciário para fins de benefícios e direitos do trabalhador celetista. A notificação no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) é um instrumento de vigilância epidemiológica em saúde pública. Devem ser notificados no SINAN obrigatoriamente os acidentes de trabalho graves (fatais, com mutilações ou em menores de 18 anos) e acidentes com exposição a material biológico. Acidentes leves, como uma escoriação simples sem gravidade, exigem CAT mas nem sempre notificação compulsória imediata no SINAN.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo