UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 30a, assalariado com carteira de trabalho. Procura atendimento médico em Unidade Básica de Saúde por dor no ombro direito há um ano, com piora há seis meses.História ocupacional: operador industrial há 20 anos, seu trabalho consiste em retirar 1200 peças (de 2 a 8 Kg) por turno, de um carrinho abaixo da cintura e colocá-las em uma máquina brunidora acima dos ombros. Exame físico: arco doloroso de Simmonds positivo a 90º; teste de Jobe positivo à direita. PARA A ABERTURA DE CAT VOCÊ DEVE:
Suspeita de doença ocupacional → Emitir relatório médico detalhado para a empresa e iniciar processo de CAT.
Diante de uma forte suspeita de doença ocupacional, como a tendinopatia de manguito rotador em um operador industrial com movimentos repetitivos acima do ombro, a primeira medida do médico assistente é documentar o caso e emitir um relatório para a empresa, que é responsável pela abertura da CAT.
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento fundamental para registrar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, garantindo os direitos do trabalhador. No caso de doenças ocupacionais, como a tendinopatia de manguito rotador em um trabalhador com histórico de movimentos repetitivos e sobrecarga no ombro, é crucial estabelecer o nexo causal entre a atividade laboral e a patologia. O diagnóstico de uma doença ocupacional envolve a anamnese detalhada, incluindo a história ocupacional, o exame físico e a solicitação de exames complementares. Testes como o arco doloroso de Simmonds e o teste de Jobe são importantes para avaliar a integridade do manguito rotador. Uma vez estabelecida a suspeita de doença ocupacional, o médico assistente deve documentar o caso de forma clara. A conduta inicial para a abertura da CAT, após a suspeita clínica, é a emissão de um relatório médico detalhado para a empresa. Este relatório deve conter o diagnóstico, a descrição das atividades laborais e a justificativa do nexo causal. A empresa, por sua vez, tem a responsabilidade legal de emitir a CAT. O conhecimento desse processo é essencial para que residentes possam garantir a proteção e os direitos dos trabalhadores.
A suspeita surge quando há uma relação clara entre a atividade laboral e o surgimento ou agravamento de uma condição de saúde, especialmente com movimentos repetitivos, posturas inadequadas ou exposição a agentes nocivos no ambiente de trabalho.
O médico assistente deve emitir um relatório detalhado para a empresa, descrevendo o quadro clínico, o diagnóstico e a provável relação com o trabalho, subsidiando a empresa para a abertura da CAT.
A responsabilidade primária pela abertura da CAT é da empresa empregadora. Caso a empresa não o faça, o próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato, o médico ou qualquer autoridade pública podem fazê-lo.
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