CAT: Obrigação do Empregador e Direitos do Trabalhador

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2019

Enunciado

Pode-se afirmar sobre a comunicação de acidente de trabalho:

Alternativas

  1. A) Sua emissão constitui obrigação do empregador.
  2. B) Apenas o médico do trabalho pode preencher os dados médicos da CAT.
  3. C) Sua emissão garante acesso às ações de saúde destinadas aos trabalhadores no SUS.
  4. D) Sua emissão garante estabilidade no emprego por 24 meses.
  5. E) Sua emissão não garante estabilidade de emprego.

Pérola Clínica

Emissão da CAT é obrigação do empregador, independentemente da gravidade ou desfecho, garantindo direitos ao trabalhador.

Resumo-Chave

A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento fundamental que formaliza o acidente ou doença ocupacional. Sua emissão é uma responsabilidade legal do empregador, assegurando ao trabalhador o acesso a direitos previdenciários e trabalhistas, como o auxílio-doença acidentário e a estabilidade provisória no emprego.

Contexto Educacional

A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um instrumento essencial na saúde ocupacional e na previdência social brasileira. Ela formaliza a ocorrência de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, sendo crucial para o registro epidemiológico e para a garantia dos direitos do trabalhador. A compreensão de sua importância e dos procedimentos de emissão é fundamental para médicos que atuam em qualquer área, pois podem ser o primeiro contato com um paciente acidentado. Do ponto de vista legal e clínico, a CAT serve como prova do nexo causal entre a lesão ou doença e a atividade laboral. Isso impacta diretamente na concessão de benefícios previdenciários, como o auxílio-doença acidentário (código B91), que difere do auxílio-doença comum (B31) por garantir a estabilidade provisória no emprego por 12 meses após o retorno ao trabalho. O preenchimento correto e a emissão em tempo hábil são responsabilidades que recaem principalmente sobre o empregador, mas o médico assistente tem um papel crucial na documentação clínica. É importante que o médico esteja ciente de que a emissão da CAT não se restringe apenas a acidentes graves, mas a qualquer evento que possa ter relação com o trabalho, incluindo pequenas lesões ou exposições. A omissão na emissão pode acarretar multas para o empregador e privar o trabalhador de seus direitos. Portanto, a orientação adequada sobre a CAT é um ponto chave na prática médica, especialmente para residentes que lidarão com diversas situações clínicas e sociais.

Perguntas Frequentes

Quem é responsável pela emissão da CAT?

A emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é uma obrigação legal do empregador, independentemente da gravidade do acidente ou doença ocupacional. Caso o empregador não o faça, o próprio acidentado, seus dependentes, o sindicato, o médico ou qualquer autoridade pública podem emitir.

Quais direitos a CAT garante ao trabalhador?

A emissão da CAT garante ao trabalhador o acesso a benefícios previdenciários, como o auxílio-doença acidentário (B91), e a estabilidade provisória no emprego por 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário, além de outros direitos trabalhistas e acesso à reabilitação profissional.

Apenas o médico do trabalho pode preencher a CAT?

Não, qualquer médico pode preencher os dados médicos da CAT. No entanto, a responsabilidade pela emissão e encaminhamento ao INSS é do empregador. O médico assistente é quem atesta a lesão ou doença e o nexo causal com o trabalho.

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