UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Idoso de 80 anos evolui há 1 ano com queixa de esquecimentos e dificuldade de manejar o próprio dinheiro. Após avaliação com miniexame do estado mental, foi identificado comprometimento cognitivo. Quais os exames complementares necessários para o diagnóstico do paciente?
Idoso com comprometimento cognitivo → investigar causas reversíveis: TSH, B12, folato, VDRL + neuroimagem (TC/RM).
Em idosos com comprometimento cognitivo, é essencial investigar causas potencialmente reversíveis de demência, como hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12 e sífilis. A neuroimagem (TC ou RM de crânio) é fundamental para excluir lesões estruturais e auxiliar no diagnóstico diferencial.
O comprometimento cognitivo em idosos é uma queixa comum e exige uma investigação diagnóstica cuidadosa para diferenciar entre o envelhecimento normal, o comprometimento cognitivo leve e as diversas formas de demência. É fundamental identificar causas potencialmente reversíveis, pois o tratamento precoce pode estabilizar ou até reverter o quadro. A avaliação inicial inclui uma anamnese detalhada, exame físico e neurológico, e testes cognitivos como o Miniexame do Estado Mental (MEEM). Os exames complementares são cruciais para essa investigação. A neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio) é indispensável para excluir lesões estruturais e avaliar atrofia cerebral. Laboratorialmente, a pesquisa de hipotireoidismo (TSH, T4 livre), deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, e sífilis (VDRL) são exames padrão. Outros exames podem ser solicitados conforme a suspeita clínica, como eletrólitos, função renal e hepática. A abordagem diagnóstica visa não apenas identificar a causa, mas também planejar o manejo adequado e oferecer suporte ao paciente e seus familiares.
As principais causas reversíveis incluem hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, sífilis (neurossífilis), hidrocefalia de pressão normal, depressão e uso de certos medicamentos. A investigação dessas condições é crucial.
A neuroimagem, seja tomografia ou ressonância de crânio, é essencial para excluir causas estruturais de comprometimento cognitivo, como tumores, hematomas subdurais, hidrocefalia ou acidentes vasculares cerebrais, além de auxiliar na identificação de padrões de atrofia cerebral.
Além de um hemograma completo e eletrólitos, devem ser solicitados TSH e T4 livre (para tireoide), vitamina B12 e ácido fólico (para deficiências nutricionais) e VDRL (para sífilis). Outros exames podem ser adicionados conforme a suspeita clínica.
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