SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
É de suma importância atentar durante o pré-natal sobre o correto manejo com uso de medicações e procedimentos que porventura possibilitem prevenção das complicações obstétricas e/ou fetais. Assinale alternativa INCORRETA:
Comprimento cervical transvaginal 20-24 semanas → importante para rastreio de parto pré-termo, especialmente em gestantes de risco.
A avaliação do comprimento cervical por ultrassonografia transvaginal entre 20 e 24 semanas é uma ferramenta valiosa para identificar gestantes com risco aumentado de parto pré-termo, contrariando a afirmação da alternativa D de que não há correlação. Sua realização é recomendada em gestações de risco ou mesmo em algumas de baixo risco.
O pré-natal é um período crítico para a identificação e manejo de fatores de risco e complicações que podem afetar a gestante e o feto. A atenção ao uso de medicações é fundamental, pois muitos fármacos podem ter efeitos teratogênicos ou tóxicos. Por exemplo, inibidores da enzima de conversão da Angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores da Angiotensina II (BRAs) são estritamente contraindicados na gravidez devido aos seus graves efeitos adversos fetais, como restrição de crescimento e insuficiência renal. Procedimentos preventivos, como a cerclagem cervical, são vitais para gestantes com insuficiência istmo-cervical e histórico de perdas gestacionais no segundo trimestre. A cerclagem eletiva, realizada precocemente no segundo trimestre, visa reforçar o colo uterino e prevenir o parto pré-termo. Outro ponto crucial é a prevenção da isoimunização Rh em gestantes Rh-negativo, que exige a administração de imunoglobulina anti-D em situações de risco, como sangramentos, traumas ou procedimentos invasivos, para evitar a formação de anticorpos maternos que poderiam afetar gestações futuras. O rastreamento do parto pré-termo é uma prioridade. A ultrassonografia transvaginal para medir o comprimento cervical entre 20 e 24 semanas é uma ferramenta diagnóstica importante, especialmente em gestantes de alto risco. Estudos demonstram uma clara correlação entre um colo curto e o aumento do risco de parto prematuro, permitindo a implementação de estratégias de prevenção, como o uso de progesterona. O conhecimento aprofundado dessas diretrizes é essencial para a prática clínica do residente.
Inibidores da ECA e antagonistas dos receptores da Angiotensina II são contraindicados na gravidez devido aos riscos de restrição do crescimento fetal, oligohidrâmnio, insuficiência renal neonatal e morte neonatal, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
A cerclagem cervical é indicada em gestantes com insuficiência istmo-cervical, com história de duas ou mais perdas no 2º trimestre, sem sangramento, com dilatação cervical e sem dor. Deve ser realizada entre 12-14 semanas, após ultrassonografia fetal normal.
A medida do comprimento cervical por ultrassom transvaginal entre 20 e 24 semanas é crucial para o rastreamento do risco de parto pré-termo. Um colo curto é um forte preditor de parto prematuro, permitindo a implementação de medidas preventivas como progesterona ou cerclagem.
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