Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Um paciente com linfoma não Hodgkin chega ao pronto-socorro com dor lombar intensa e perda de força nos membros inferiores, além de dificuldade para urinar. O exame físico revela diminuição da sensibilidade e da força nos membros inferiores, com reflexos alterados. A conduta mais adequada para esse paciente deve ser:
Linfoma + dor lombar + déficit neurológico agudo → Compressão medular = Radioterapia de emergência.
A compressão medular em pacientes oncológicos, como no linfoma, é uma emergência médica que exige intervenção imediata para preservar a função neurológica. A radioterapia é a principal modalidade para descompressão rápida, frequentemente associada a corticoides para reduzir o edema.
A compressão medular neoplásica (CMN) é uma emergência oncológica grave, caracterizada pela compressão da medula espinhal ou da cauda equina por um tumor primário ou metastático. É mais comum em pacientes com câncer de próstata, mama, pulmão, rim e linfomas. A incidência varia, mas é uma complicação devastadora que pode levar a déficits neurológicos permanentes se não tratada rapidamente, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve o crescimento tumoral que invade o espaço epidural, causando compressão direta da medula e/ou isquemia devido à compressão vascular. Os achados semiológicos incluem dor (geralmente o primeiro sintoma, piora com decúbito), fraqueza motora progressiva, alterações sensitivas (parestesias, hipoestesia) e disfunção autonômica (retenção urinária, constipação). O diagnóstico é confirmado por ressonância magnética de coluna total, que deve ser realizada com urgência. O tratamento da CMN é uma corrida contra o tempo. A administração de corticoides (geralmente dexametasona) deve ser iniciada imediatamente para reduzir o edema peritumoral. A radioterapia de emergência é a modalidade de tratamento mais comum e eficaz para a descompressão, especialmente em casos de múltiplos níveis de compressão ou quando a cirurgia não é viável. A cirurgia descompressiva pode ser considerada em casos selecionados, como compressão por fragmento ósseo, progressão apesar da radioterapia ou diagnóstico incerto. O objetivo é preservar a função neurológica e aliviar a dor.
Os sinais incluem dor lombar ou cervical que piora ao deitar, fraqueza progressiva nos membros, alterações de sensibilidade, disfunção esfincteriana (dificuldade para urinar ou defecar) e alterações de reflexos.
A conduta inicial envolve a administração de corticoides (ex: dexametasona) para reduzir o edema peritumoral e a realização urgente de ressonância magnética da coluna para confirmar o diagnóstico e localizar a lesão, seguida de radioterapia ou cirurgia descompressiva.
A radioterapia é eficaz na redução do volume tumoral e do edema associado, proporcionando alívio rápido da compressão e melhora dos sintomas neurológicos, sendo menos invasiva que a cirurgia em muitos casos e aplicável a múltiplos níveis de compressão.
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