HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Homem, 74 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma de próstata Gleason 8 (4+4) há três anos após identificar aumento de PSA em exames de rotina. Foi submetido à prostatectomia radical e o estadiamento patológico foi definido como pT3N0M0. O PSA, 60 dias após a cirurgia, foi 0,003ng/ml. Optou-se por realizar somente seguimento. Há dois meses, iniciou com dores na região dorsal e também na região pélvica. As dores tornaram-se progressivamente mais intensas, sendo prescrita analgesia. Sem melhora, procurou novo atendimento médico. Nessa ocasião, o PSA estava 48ng/ml e exames de imagem evidenciavam múltiplas lesões osteoblásticas, principalmente em esqueleto axial. Foi iniciado antagonista LHRH e, após duas semanas, o paciente já apresentava melhora das dores. Vem à consulta com seu oncologista trazendo novo PSA: 4,5ng/ml coletado há três dias. Entretanto, refere retorno da dor em região dorsal associada à fraqueza nas pernas e dificuldade de caminhar, necessitando de auxílio. Em relação ao diagnóstico mais provável, a melhor conduta neste momento é
Câncer de próstata metastático com dor dorsal + fraqueza em MMII → suspeitar compressão medular, iniciar dexametasona e RM urgente.
A compressão medular metastática é uma emergência oncológica comum em pacientes com câncer avançado, especialmente de próstata, mama e pulmão. Dor axial progressiva, fraqueza motora e alterações sensitivas são sinais de alerta. A conduta inicial inclui corticoterapia (dexametasona) para reduzir o edema e descompressão urgente (cirúrgica ou radioterápica) após confirmação por RM.
A compressão medular metastática (CMM) é uma complicação grave e relativamente comum em pacientes com câncer avançado, sendo uma verdadeira emergência oncológica. Cânceres como o de próstata, mama, pulmão e mieloma múltiplo são os mais frequentemente associados a metástases ósseas que podem levar à CMM. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são cruciais para preservar a função neurológica e a qualidade de vida do paciente. Os sintomas iniciais da CMM geralmente incluem dor axial progressiva (dorsal, cervical ou lombar), que pode ser exacerbada por movimentos, tosse ou manobra de Valsalva. À medida que a compressão progride, surgem déficits neurológicos como fraqueza motora nos membros, alterações sensitivas (parestesias, dormência) e, em estágios avançados, disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência fecal) e ataxia. Diante da suspeita clínica, a conduta imediata envolve a administração de corticoesteroides em altas doses (geralmente dexametasona) para reduzir o edema peritumoral e aliviar a compressão. Simultaneamente, deve-se providenciar uma ressonância magnética (RM) de coluna de urgência, que é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, localizar a lesão e avaliar a extensão da compressão. O tratamento definitivo pode incluir radioterapia, cirurgia descompressiva ou uma combinação de ambos, dependendo do estado geral do paciente, tipo de tumor e extensão da doença.
Os sinais e sintomas incluem dor axial (dorsal, cervical ou lombar) que piora com o movimento ou tosse, fraqueza progressiva nos membros, alterações sensitivas (parestesias, dormência), disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência) e alteração da marcha.
A conduta inicial é a administração de corticoesteroides em altas doses (dexametasona) para reduzir o edema peritumoral e aliviar a compressão. Em seguida, deve-se realizar uma ressonância magnética de coluna de urgência para confirmar o diagnóstico e localizar a lesão.
É uma emergência porque o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a déficits neurológicos permanentes, como paraplegia, perda de controle esfincteriano e dor intratável, impactando severamente a qualidade de vida do paciente. A descompressão precoce é crucial para preservar a função neurológica.
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