PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Em plantão no pronto atendimento você avalia pré-escolar do sexo feminino, de 2 anos de idade, previamente hígida, com dor em região lombar esquerda há 3 semanas, fraqueza em membros inferiores e dificuldade para iniciar micção há 4 dias. Nega pródromos virais ou outros sintomas associados. Ao exame, observa-se perda do reflexo patelar e hipoestesia à esquerda. Com bases nestes achados, hipótese diagnóstica MAIS PROVAVÉL e a conduta inicial MAIS ADEQUADA são:
Dor lombar + fraqueza MMII + disfunção esfincteriana + sinais neurológicos focais em criança → Compressão medular espinhal.
A tríade de dor lombar, fraqueza em membros inferiores e disfunção esfincteriana (dificuldade para iniciar micção) em uma criança, associada a sinais neurológicos focais como perda de reflexos e hipoestesia, é altamente sugestiva de compressão medular espinhal. A RM de coluna é o exame de escolha para confirmar e localizar a lesão.
A compressão medular espinhal em crianças é uma emergência neurológica que exige reconhecimento e intervenção rápidos para prevenir danos neurológicos permanentes. Embora rara, pode ser causada por tumores (primários ou metastáticos), abscessos epidurais, hematomas, malformações vasculares ou lesões traumáticas. A apresentação clínica pode ser insidiosa, tornando o diagnóstico desafiador. A fisiopatologia envolve a compressão direta da medula espinhal, levando a isquemia e disfunção neuronal. Os sintomas clássicos incluem dor nas costas (localizada ou irradiada), fraqueza progressiva em membros inferiores, alterações sensoriais (parestesias, hipoestesia) e disfunção esfincteriana (retenção urinária, incontinência fecal). A perda de reflexos patelares e hipoestesia unilateral são achados focais importantes. A suspeita clínica é crucial, e a ressonância magnética da coluna é o padrão ouro para o diagnóstico, permitindo a visualização da lesão e sua extensão. O tratamento da compressão medular espinhal depende da etiologia. Em casos de tumores, a descompressão cirúrgica é frequentemente necessária, seguida de radioterapia ou quimioterapia. Abscessos podem exigir drenagem e antibioticoterapia. A intervenção precoce é fundamental para preservar a função neurológica. O prognóstico varia conforme a causa, o grau de compressão e a rapidez do tratamento.
Sinais de alerta incluem dor lombar persistente, fraqueza progressiva em membros inferiores, alterações de sensibilidade (hipoestesia), e disfunção esfincteriana, como dificuldade para iniciar a micção ou incontinência.
A ressonância magnética (RM) da coluna vertebral é o exame de imagem de escolha para diagnosticar e localizar a compressão medular espinhal, fornecendo detalhes sobre a etiologia e extensão da lesão.
Os diagnósticos diferenciais incluem mielite transversa, Síndrome de Guillain-Barré (que geralmente cursa com arreflexia difusa e ascendente), tumores medulares, abscessos epidurais e outras mielopatias inflamatórias ou infecciosas.
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