CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação ao filme lacrimal normal, é correto afirmar que:
Filme lacrimal normal → Concentração de Albumina > Globulinas.
A lágrima é um fluido complexo onde a albumina é a proteína predominante, superando as globulinas, essencial para a homeostase da superfície ocular.
O filme lacrimal é composto por três camadas clássicas (lipídica, aquosa e mucinosa), embora modelos modernos sugiram um gradiente muco-aquoso. A camada aquosa, produzida pelas glândulas lacrimais principal e acessórias, contém a maior parte dos solutos e proteínas mencionados. O conhecimento de sua composição bioquímica é fundamental para o diagnóstico e tratamento da síndrome do olho seco e outras ceratopatias. Por exemplo, a redução da lisozima e lactoferrina é um marcador biológico de disfunção lacrimal. Além disso, a osmolaridade lacrimal, influenciada pela concentração de eletrólitos, é considerada o padrão-ouro no diagnóstico da gravidade do olho seco.
O filme lacrimal contém uma variedade de proteínas essenciais para a defesa e nutrição da córnea. As principais são a lisozima (com ação bactericida), a lactoferrina (ação bacteriostática e anti-inflamatória), a lipocalina lacrimal e a albumina. A albumina é a proteína mais abundante, superando a concentração total de globulinas. Essas proteínas ajudam a manter a estabilidade do filme e a integridade da barreira epitelial.
O pH do filme lacrimal normal é levemente alcalino, variando geralmente entre 7,3 e 7,7, com uma média em torno de 7,4, o que é muito próximo ao pH do plasma sanguíneo. Alterações significativas no pH podem ocorrer em doenças da superfície ocular ou durante o fechamento prolongado das pálpebras (sono), onde o pH tende a se tornar mais ácido devido ao acúmulo de dióxido de carbono e lactato.
Diferente do plasma, a concentração de glicose na lágrima é muito baixa, pois o epitélio corneal depende principalmente do humor aquoso para seu metabolismo energético. Quanto aos eletrólitos, a lágrima possui uma concentração de potássio significativamente maior (cerca de 3 a 5 vezes) do que o plasma, o que é vital para a manutenção da saúde das células epiteliais e para a regulação osmótica da superfície ocular.
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