UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
O desenvolvimento de comportamentos de proteção à saúde na adolescência pode ter um efeito positivo nas etapas seguintes da vida. Assinale a alternativa que aborda as estratégias utilizadas pelo médico de família e comunidade para aumentar a motivação do adolescente para evitar comportamentos de risco.
Abordagem de comportamentos de risco em adolescentes requer empatia, não confronto, explorando percepções e riscos para aumentar a motivação.
A entrevista motivacional é a ferramenta mais eficaz para abordar comportamentos de risco em adolescentes. Ela se baseia na empatia, no não-confronto e na exploração das próprias percepções do adolescente sobre os riscos e benefícios de suas escolhas, promovendo a autonomia e a motivação intrínseca para a mudança.
A adolescência é uma fase de transição marcada por intensas mudanças físicas, psicológicas e sociais, onde a experimentação de comportamentos de risco é comum. O desenvolvimento de comportamentos de proteção à saúde nesse período tem um impacto significativo nas etapas seguintes da vida. O médico de família e comunidade desempenha um papel crucial na promoção da saúde e na prevenção de riscos, utilizando abordagens que respeitem a autonomia e a individualidade do adolescente. A estratégia mais eficaz para aumentar a motivação do adolescente para evitar comportamentos de risco não é a imposição ou a mera orientação sobre os prejuízos. Em vez disso, uma abordagem baseada na entrevista motivacional é fundamental. Isso envolve ter empatia, evitando o confronto direto, e explorando as percepções e atitudes do próprio adolescente em relação aos seus comportamentos. Ao invés de ditar o que fazer, o profissional deve ajudar o adolescente a identificar os padrões de comportamento, os possíveis riscos associados e os comportamentos de proteção, capacitando-o a tomar decisões informadas e a desenvolver sua própria motivação para a mudança. Essa abordagem colaborativa e não julgadora fortalece o vínculo médico-paciente, essencial para que o adolescente se sinta seguro para discutir temas sensíveis. Oferecer materiais educativos ou preservativos é parte da estratégia, mas sem a base da comunicação empática e motivacional, sua eficácia é limitada. O foco deve ser sempre na construção de uma relação de confiança que estimule a reflexão e a mudança de hábitos de forma autônoma.
A melhor abordagem é a entrevista motivacional, que se baseia na empatia, no não-confronto e na exploração das percepções do próprio adolescente sobre seus comportamentos e os riscos associados, buscando fortalecer sua motivação intrínseca para a mudança.
A empatia cria um ambiente de confiança e respeito, essencial para que o adolescente se sinta à vontade para compartilhar suas preocupações e experiências. Isso facilita a comunicação e aumenta a probabilidade de adesão às orientações de saúde.
O médico de família e comunidade pode promover a saúde na adolescência através de consultas regulares, rastreamento de comportamentos de risco, aconselhamento individualizado, educação em saúde e, quando necessário, encaminhamento para outros profissionais, sempre com uma abordagem centrada no adolescente.
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