Comportamento Suicida: Abordagem e Tratamento Rápido

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Sobre a abordagem e o tratamento de uma pessoa em comportamento suicida, sabe-se que:

Alternativas

  1. A) a ineficácia de tratamentos farmacológicos em conseguir prevenir o suicídio torna a psicoterapia o padrão-ouro para a maioria dos pacientes com planejamento suicida, especialmente a terapia cognitivo-comportamental.
  2. B) em pacientes com transtornos psiquiátricos que apresentem ideação suicida grave, medicamentos com alto risco de toxicidade, tais como antidepressivos tricíclicos, clozapina e lítio, devem ser suspensos
  3. C) a prescrição de antidepressivos estará sempre indicada devido à especificidade desse sintoma no diagnóstico da depressão, ainda que o efeito tenda a demorar várias semanas para ocorrer. 
  4. D) além da esculta empática e psicoterapia, a indicação de eletroconvulsoterapia ou de escetamina podem ser realizadas no paciente com transtorno depressivo maior, devido ao rápido efeito antisuicida. 

Pérola Clínica

Depressão grave com risco suicida → ECT ou escetamina para rápido efeito antisuicida.

Resumo-Chave

Em situações de alto risco suicida, terapias como eletroconvulsoterapia (ECT) e escetamina são cruciais devido à sua rápida ação, diferentemente dos antidepressivos orais que demoram semanas para fazer efeito. A escuta empática e psicoterapia são complementares.

Contexto Educacional

O comportamento suicida é uma emergência psiquiátrica que exige intervenção rápida e eficaz. A identificação precoce e a estratificação do risco são fundamentais para guiar a conduta, visando a segurança do paciente. É uma das principais causas de mortalidade em diversas faixas etárias, e seu manejo adequado é crucial na prática médica. A fisiopatologia envolve uma complexa interação de fatores genéticos, neurobiológicos e psicossociais. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica do risco, incluindo ideação, planejamento, tentativas prévias e acesso a meios. A suspeita deve ser alta em pacientes com transtornos psiquiátricos, especialmente depressão maior, transtorno bipolar e esquizofrenia. O tratamento deve ser individualizado, combinando psicoterapia, farmacoterapia e, em casos selecionados, intervenções de ação rápida. A eletroconvulsoterapia (ECT) e a escetamina são destacadas por seu rápido efeito antisuicida, sendo opções valiosas em situações de alto risco. O acompanhamento contínuo e a construção de uma rede de apoio são essenciais para a prevenção de futuras tentativas.

Perguntas Frequentes

Quais são as opções de tratamento de ação rápida para o comportamento suicida?

A eletroconvulsoterapia (ECT) e a escetamina são opções eficazes para o tratamento do comportamento suicida, especialmente em casos de transtorno depressivo maior grave, devido ao seu rápido efeito antisuicida.

Quando a eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada para pacientes com risco suicida?

A ECT é indicada em pacientes com transtorno depressivo maior grave e ideação suicida, particularmente quando há necessidade de uma resposta terapêutica rápida e outras abordagens falharam ou são contraindicadas.

Qual o papel da escetamina no tratamento do comportamento suicida?

A escetamina, um antagonista do receptor NMDA, tem demonstrado um rápido efeito antisuicida, sendo uma opção valiosa para pacientes com depressão resistente ao tratamento e alto risco de suicídio.

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