CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
É componente da Síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético:
SIADH = secreção ↑ ADH → hiponatremia euvolêmica + osmolaridade sérica ↓ + osmolaridade urinária ↑.
A SIADH é caracterizada pela secreção excessiva e inapropriada de ADH, resultando em retenção de água livre, diluição do sódio sérico (hiponatremia euvolêmica) e urina concentrada.
A Síndrome de Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH) é uma condição caracterizada pela liberação excessiva e inadequada de ADH (vasopressina) pela hipófise posterior ou por fontes ectópicas, resultando em retenção de água livre e consequente hiponatremia dilucional. É uma das causas mais comuns de hiponatremia em pacientes hospitalizados e representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. A fisiopatologia da SIADH envolve a ação do ADH nos túbulos coletores renais, aumentando a reabsorção de água e levando à diluição do sódio sérico. Os pacientes com SIADH são tipicamente euvolêmicos, sem sinais de desidratação ou sobrecarga de volume, o que a diferencia de outras causas de hiponatremia. O diagnóstico requer a exclusão de outras condições, como insuficiência adrenal, hipotireoidismo e uso de diuréticos. O manejo da SIADH foca na correção da hiponatremia, que pode variar de restrição hídrica em casos assintomáticos a administração de solução salina hipertônica em situações de hiponatremia grave e sintomática. É crucial evitar a correção rápida do sódio para prevenir a síndrome de desmielinização osmótica. O tratamento da causa subjacente, quando identificada, é fundamental para a resolução da SIADH.
Os critérios incluem hiponatremia (sódio sérico < 135 mEq/L), osmolaridade sérica < 275 mOsm/kg, osmolaridade urinária > 100 mOsm/kg, sódio urinário > 30 mEq/L (com ingestão normal de sal), euvolemia clínica e ausência de outras causas de hiponatremia.
As causas são variadas e incluem neoplasias (especialmente carcinoma de pequenas células do pulmão), distúrbios do SNC (meningite, AVC, trauma), doenças pulmonares (pneumonia, TB), e uso de certos medicamentos (carbamazepina, ISRS, ciclofosfamida).
O tratamento depende da gravidade e cronicidade da hiponatremia. Em casos leves, restrição hídrica. Em casos graves ou sintomáticos, pode-se usar solução salina hipertônica, antagonistas do receptor de vasopressina (vaptanos) ou ureia, com monitoramento cuidadoso para evitar correção rápida.
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