FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Você está atendendo em uma Unidade Básica de Saúde e é chamado na sala de vacina para avaliar um lactente de 5 meses de vida, que recebeu a vacina BCG ao nascimento. Hoje, ele apresenta lesão ulcerada com 3 cm de diâmetro, não cicatrizada, no local da aplicação. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA.
Úlcera BCG > 12 semanas ou > 1 cm → Isoniazida oral até cicatrização.
A úlcera no local da BCG é uma reação esperada, mas quando persistente (>12 semanas) ou com diâmetro >1 cm, é considerada um evento adverso. Nesses casos, a isoniazida oral é o tratamento de escolha para acelerar a cicatrização e prevenir complicações.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é aplicada ao nascimento para prevenir formas graves de tuberculose. A reação vacinal local é esperada e geralmente evolui de uma pápula para uma úlcera que cicatriza espontaneamente em até 12 semanas, deixando uma cicatriz característica. É crucial que o profissional de saúde saiba diferenciar a evolução normal de um evento adverso. Eventos adversos locais da BCG incluem úlceras persistentes (mais de 12 semanas), úlceras maiores que 1 cm, abscessos no local da aplicação e adenites regionais. A fisiopatologia envolve uma resposta imune exacerbada ou uma inoculação mais profunda do bacilo. O diagnóstico é clínico, baseado na persistência e características da lesão. O tratamento para úlceras persistentes ou grandes é a isoniazida oral, que deve ser mantida até a cicatrização completa. Em casos de abscessos frios ou adenites supuradas, pode ser necessária aspiração ou drenagem. É importante orientar os pais sobre a evolução e a necessidade de acompanhamento, evitando manipulações desnecessárias da lesão.
Uma complicação local da vacina BCG é caracterizada por uma úlcera persistente por mais de 12 semanas, ou uma lesão com diâmetro superior a 1 cm, ou a formação de abscesso e adenite.
A conduta para úlcera persistente pós-BCG é a prescrição de isoniazida oral, geralmente na dose de 5-10 mg/kg/dia, até a cicatrização completa da lesão, o que pode levar alguns meses.
A lesão no local da BCG é considerada uma evolução normal quando forma uma pápula, evolui para pústula, úlcera e cicatriza espontaneamente em até 12 semanas, sem atingir grandes dimensões.
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