UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A úlcera péptica duodenal é uma doença digestiva com múltiplos fatores etiológicos que pode necessitar de tratamento cirúrgico. Havendo complicações da doença ulcerosa duodenal, é mais recomendado realizar
Obstrução pilórica por úlcera duodenal → Gastrujejunostomia + erradicação H. pylori.
Em casos de obstrução pilórica refratária devido à úlcera duodenal, a gastrujejunostomia é uma opção cirúrgica para desviar o fluxo alimentar, complementada pelo tratamento do H. pylori para tratar a causa subjacente e prevenir recorrência.
A úlcera péptica duodenal é uma condição comum, frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori e ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Embora a maioria dos casos seja tratada clinicamente, as complicações como hemorragia, perfuração e obstrução podem exigir intervenção cirúrgica de emergência ou eletiva, representando um desafio significativo na prática médica. O manejo cirúrgico das complicações da úlcera duodenal é específico para cada cenário. Em casos de perfuração, a rafia simples com patch omental é a técnica mais comum. Para hemorragias refratárias ao tratamento endoscópico, a ligadura do vaso sangrante é indicada. Já na obstrução pilórica, especialmente quando refratária à dilatação endoscópica, a gastrujejunostomia é uma opção para restabelecer o fluxo gástrico, sempre acompanhada da erradicação do H. pylori para tratar a causa subjacente. A compreensão das indicações e técnicas cirúrgicas para cada complicação é vital para residentes. A erradicação do H. pylori é um pilar do tratamento, tanto clínico quanto pós-cirúrgico, para prevenir a recorrência da doença ulcerosa. A escolha da técnica cirúrgica deve considerar a estabilidade hemodinâmica do paciente e a extensão da doença.
As principais complicações da úlcera péptica duodenal incluem hemorragia, perfuração e obstrução, cada uma exigindo uma abordagem terapêutica específica, frequentemente cirúrgica.
Para obstrução pilórica refratária causada por úlcera duodenal, a conduta mais recomendada é a realização de uma gastrujejunostomia para restaurar o trânsito alimentar, associada ao tratamento para erradicação do H. pylori.
O tratamento do H. pylori é fundamental mesmo após a cirurgia para complicações ulcerosas, pois a erradicação da bactéria reduz significativamente o risco de recorrência da úlcera e de novas complicações.
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