COVID-19 e Trombose: Fatores de Risco e Complicações

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 51 anos, IMC 38 kg/m2, hipertenso de longa data em uso irregular de esquema triplo de anti-hipertensivos, DM2 não insulino-dependente. Diagnosticado há 9 dias com COVID-19, hoje procura pronto atendimento por dor abdominal de início súbito, forte intensidade, localização periumbilical com piora pós prandial e acompanhada de náuseas e vômitos biliosos. Sobre o quadro clínico acima é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico etiológico mais provável para essa dor abdominal é trombose venosa mesentérica e o exame de imagem de primeira linha para sua confirmação é colangiorressonância contrastada, devido à sua alta sensibilidade e especificidade.
  2. B) No caso em questão, dosagem de D-dímeros de no mínimo 3x o valor de referência fecham diagnóstico de isquemia mesentérica não-oclusiva (IMNO]
  3. C) O tratamento de isquemia mesentérica grave é eminentemente cirúrgico e não está indicada antibioticoterapia empírica, uma vez que a baixa perfusão tecidual local limita a ação dos antimicrobianos intravenosos sobre a área isquêmica.
  4. D) Os fatores associados a um maior risco de complicações trombóticas durante a COVID-19 incluem idade avançada, sexo masculino, obesidade, histórico pregresso de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes, entretanto pacientes jovens e sem comorbidades não estão isentos de risco de complicações e óbito.
  5. E) Até o momento, não há evidências suficientes que estabeleçam uma relação direta de infecção vigente por SARS-COV-2 e o aumento do risco de isquemia mesentérica

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