SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Paciente, do sexo masculino, 35 anos, realizou US de região cervical, com presença de nódulo tireoidiano, a correta é:
Tireoidectomia → risco de lesão do nervo laríngeo inferior → disfonia/paralisia de corda vocal.
A lesão do nervo laríngeo inferior é uma complicação potencial da tireoidectomia, podendo resultar em disfonia ou paralisia de corda vocal. A identificação e preservação desse nervo são cruciais para a manutenção da função vocal do paciente.
Nódulos tireoidianos são achados comuns, especialmente com o uso disseminado da ultrassonografia cervical. Embora a maioria seja benigna, a avaliação cuidadosa é crucial para identificar lesões malignas. Fatores como sexo masculino, idade extrema (<20 ou >70 anos), história de irradiação cervical e características ultrassonográficas suspeitas aumentam o risco de malignidade. A tireoidectomia é o tratamento definitivo para muitos casos de câncer de tireoide e nódulos benignos sintomáticos. A fisiopatologia dos nódulos tireoidianos malignos envolve mutações genéticas que levam à proliferação celular descontrolada. O diagnóstico é guiado pela ultrassonografia e confirmado pela PAAF. É importante ressaltar que lesões malignas raramente causam hipertireoidismo; a maioria dos nódulos funcionantes (quentes) são benignos, enquanto os não funcionantes (frios) têm maior risco de malignidade. Durante a tireoidectomia, a preservação do nervo laríngeo inferior e das glândulas paratireoides é primordial para evitar complicações como disfonia e hipocalcemia. A invasão mediastinal por bócio pode dificultar a ressecção, mas não necessariamente a torna irressecável, exigindo planejamento cirúrgico meticuloso. O padrão papilífero é o tipo histológico mais comum de câncer de tireoide, não o folicular.
Fatores de risco incluem sexo masculino, idade <20 ou >70 anos, história de irradiação cervical, crescimento rápido do nódulo, consistência pétrea e linfonodomegalia cervical.
A principal complicação neurológica é a lesão do nervo laríngeo inferior, que pode causar disfonia, rouquidão ou paralisia de corda vocal, afetando a qualidade de vida do paciente.
A avaliação inicial envolve ultrassonografia cervical para caracterização do nódulo e, dependendo das características ultrassonográficas e fatores de risco, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é indicada.
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