FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Sobre a cirurgia de tireoidectomia, é CORRETO afirmar:
Hematoma pós-tireoidectomia → emergência cirúrgica por risco de compressão e colapso de vias aéreas.
Hematomas cervicais volumosos após tireoidectomia podem comprimir a traqueia e levar a um colapso agudo das vias aéreas, exigindo intervenção cirúrgica imediata para drenagem. Esta é uma complicação grave e potencialmente fatal.
A tireoidectomia é um procedimento cirúrgico comum para o tratamento de diversas patologias tireoidianas, como nódulos, bócio e câncer. Apesar de ser uma cirurgia segura, apresenta riscos inerentes de complicações que podem ser graves e exigem reconhecimento e manejo rápidos. A compreensão dessas complicações é fundamental para a segurança do paciente e para a prática do residente. As principais complicações incluem a lesão do nervo laríngeo recorrente, que pode ser unilateral (causando rouquidão) ou bilateral (levando a estridor e obstrução das vias aéreas); o hipoparatireoidismo, resultante da lesão ou remoção das glândulas paratireoides, que causa hipocalcemia; e o hematoma cervical. O hematoma, em particular, é uma emergência cirúrgica, pois o sangramento no espaço cervical pode comprimir rapidamente a traqueia, levando à asfixia. O manejo das complicações varia: a lesão unilateral do nervo laríngeo recorrente é geralmente observada, enquanto a bilateral pode exigir traqueostomia. O hipoparatireoidismo é tratado com suplementação de cálcio e vitamina D. O hematoma cervical com sinais de compressão de vias aéreas exige reabertura imediata da ferida cirúrgica para drenagem e controle do sangramento, muitas vezes à beira do leito, antes mesmo de levar o paciente ao centro cirúrgico. O prognóstico geral é bom se as complicações forem prontamente identificadas e tratadas.
As complicações mais comuns incluem hipoparatireoidismo (transitório ou permanente), lesão do nervo laríngeo recorrente (uni ou bilateral) e hematoma cervical.
Um hematoma cervical pode expandir-se rapidamente no espaço confinado do pescoço, comprimindo a traqueia e causando obstrução aguda das vias aéreas, o que é uma emergência com risco de vida.
A lesão bilateral do nervo laríngeo recorrente pode levar à paralisia das cordas vocais em adução, resultando em estridor e obstrução grave das vias aéreas, necessitando de traqueostomia.
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