REBOA: Complicações e Riscos no Trauma Grave

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

A oclusão ressuscitativa por balão endovascular da aorta (Ressuscitative Endovascular Ballon Occlusion of the Aorta - REBOA) é uma técnica em desenvolvimento que envolve a expansão de um balão endovascular na aorta para que ocorra o controle da hemorragia nos sangramentos volumosos não compressíveis de tronco. Essa técnica possui complicações que podem causar morbidade e mortalidade ao paciente. Marque a opção INCORRETA sobre as complicações que podem ocorrer com a utilização do REBOA.

Alternativas

  1. A) Isquemia dos membros inferiores.
  2. B) Rabdomiólise.
  3. C) Dissecção da aorta.
  4. D) Hemorragia digestiva alta.
  5. E) Embolização em locais distantes.

Pérola Clínica

REBOA → isquemia distal, rabdomiólise, dissecção aórtica, embolia. Hemorragia digestiva alta NÃO é complicação direta.

Resumo-Chave

O REBOA é uma técnica de controle de hemorragia em trauma grave, mas está associado a complicações isquêmicas e vasculares devido à oclusão aórtica e manipulação endovascular. Complicações como isquemia de membros inferiores, rabdomiólise, dissecção da aorta e embolização são esperadas, enquanto hemorragia digestiva alta não é uma complicação direta ou comum do procedimento.

Contexto Educacional

O Ressuscitative Endovascular Balloon Occlusion of the Aorta (REBOA) é uma técnica emergente e minimamente invasiva utilizada no manejo do choque hemorrágico grave, especialmente em traumas com sangramento não compressível de tronco. Consiste na insuflação de um balão na aorta para ocluir temporariamente o fluxo sanguíneo, controlando a hemorragia e redistribuindo o fluxo para órgãos vitais acima da oclusão. Embora seja uma ferramenta promissora para a estabilização hemodinâmica, seu uso não é isento de riscos e complicações significativas. As complicações do REBOA estão intrinsecamente ligadas ao seu mecanismo de ação e à manipulação endovascular. A oclusão aórtica, mesmo que temporária, pode levar à isquemia de órgãos e tecidos distais ao balão, sendo a isquemia de membros inferiores uma das mais preocupantes. A síndrome de isquemia-reperfusão pode resultar em rabdomiólise e lesão renal aguda. Além disso, a inserção e manipulação do cateter podem causar lesões vasculares, como dissecção da aorta ou de vasos ilíacos, e embolização de trombos ou placas ateroscleróticas. É crucial que os profissionais que utilizam o REBOA estejam cientes dessas complicações para um manejo adequado e para a seleção criteriosa dos pacientes. A hemorragia digestiva alta, embora seja uma condição grave, não é uma complicação direta ou esperada do procedimento REBOA, que atua no sistema vascular arterial de grande calibre. O conhecimento aprofundado das indicações, contraindicações e potenciais eventos adversos é fundamental para a segurança do paciente e o sucesso da intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações mais comuns do REBOA?

As complicações mais comuns do REBOA incluem isquemia dos membros inferiores, rabdomiólise, dissecção da aorta, lesão vascular no local de acesso e embolização distal. Estas estão relacionadas à oclusão aórtica e à manipulação do cateter.

Por que a isquemia de membros inferiores é uma complicação do REBOA?

A isquemia de membros inferiores ocorre devido à oclusão temporária da aorta, que impede o fluxo sanguíneo para as extremidades distais. O tempo de oclusão e a zona de insuflação do balão influenciam diretamente o risco e a gravidade da isquemia.

O REBOA é indicado para quais tipos de hemorragia?

O REBOA é indicado para controle temporário de hemorragias não compressíveis de tronco em pacientes com choque hemorrágico grave, como em traumas pélvicos, abdominais ou torácicos abaixo da zona de oclusão, servindo como ponte para o tratamento definitivo.

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