Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
A sobrevida de prematuros extremos é crescente no mundo todo, porém, 1/3 dos jovens adultos aos 20 anos terá ao menos um problema crônico, comparado a 1/5 dos nascidos a termo. Devemos estar atentos aos sinais de alerta no acompanhamento pósalta dos prematuros, uma vez que é necessário trabalhar a prevenção com a família e seu prematuro, devido ao risco de sequelas motoras e neurossensoriais. A prematuridade pode estar associada ao desenvolvimento das seguintes complicações, EXCETO
Prematuridade está associada a sequelas neurológicas, respiratórias e visuais; hipotireoidismo congênito NÃO é complicação direta da prematuridade.
A prematuridade está fortemente associada a complicações como déficit cognitivo, paralisia cerebral, estrabismo (devido à retinopatia da prematuridade) e asma (devido à displasia broncopulmonar). O hipotireoidismo congênito, embora rastreado em neonatos, não é uma complicação *direta* da prematuridade em si, mas uma condição congênita separada.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é um dos maiores desafios da saúde neonatal e pediátrica. Embora a sobrevida de prematuros extremos tenha melhorado significativamente, esses bebês estão em alto risco de desenvolver uma série de complicações e sequelas a longo prazo, que afetam múltiplos sistemas orgânicos devido à imaturidade. As complicações mais comuns incluem sequelas neurológicas, como paralisia cerebral (especialmente em casos de leucomalácia periventricular), déficits cognitivos, dificuldades de aprendizado e transtornos do neurodesenvolvimento. Problemas respiratórios são frequentes, com a displasia broncopulmonar (DBP) sendo uma condição crônica que pode levar a asma e maior suscetibilidade a infecções. Complicações oftalmológicas, como a retinopatia da prematuridade, podem resultar em estrabismo e deficiência visual. O hipotireoidismo congênito, por outro lado, é uma condição endócrina que resulta de uma deficiência na produção de hormônios tireoidianos desde o nascimento. Embora seja uma condição importante rastreada em todos os recém-nascidos (incluindo prematuros) através do teste do pezinho, não é uma complicação *diretamente causada* pela prematuridade. Sua etiologia está mais relacionada a disgenesias tireoidianas ou erros inatos do metabolismo. É crucial que os residentes compreendam a distinção entre condições inerentes à prematuridade e aquelas que, embora presentes em neonatos, têm etiologias independentes.
As sequelas neurológicas incluem paralisia cerebral, déficits cognitivos, dificuldades de aprendizado, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e problemas de coordenação motora, devido à vulnerabilidade do cérebro imaturo.
Prematuros têm maior risco de desenvolver displasia broncopulmonar (DBP) devido à imaturidade pulmonar e necessidade de ventilação mecânica, o que pode levar a problemas respiratórios crônicos como asma e maior suscetibilidade a infecções respiratórias ao longo da vida.
O hipotireoidismo congênito é uma condição endócrina que resulta de um desenvolvimento anormal da glândula tireoide ou de um defeito na síntese hormonal. Embora seja rastreado em todos os recém-nascidos, não é uma complicação *causada* pela prematuridade em si, mas uma condição congênita que pode afetar qualquer bebê.
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