Complicações Pós-Mastectomia: O Que Esperar e O Que Não

PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente sexo feminino, 70 anos, hipertensa e diabética. Foi submetida à mastectomia esquerda com esvaziamento axilar. Optou por não reconstruir a mama. Em relação a possíveis complicações pós-operatórias, qual das alternativas abaixo não se deve esperar:

Alternativas

  1. A) Atelectasia e febre.
  2. B) Derrame pleural por infusão excessiva de cristaloide.
  3. C) Dispneia e tromboembolismo pulmonar.
  4. D) Cefaleia pós-raquianestesia.
  5. E) Infecção do sítio cirúrgico e febre.

Pérola Clínica

Mastectomia com esvaziamento axilar → Complicações comuns: atelectasia, TEP, infecção. Cefaleia pós-raqui NÃO é esperada se anestesia geral foi usada.

Resumo-Chave

A cefaleia pós-raquianestesia é uma complicação específica da anestesia neuroaxial (raquianestesia ou peridural) devido à punção da dura-máter. Como a mastectomia com esvaziamento axilar geralmente é realizada sob anestesia geral, essa complicação não seria esperada nesse contexto. As outras opções são complicações gerais de cirurgias de grande porte ou específicas da cirurgia de mama.

Contexto Educacional

A mastectomia com esvaziamento axilar é um procedimento cirúrgico de grande porte frequentemente realizado no tratamento do câncer de mama. Pacientes idosas, com comorbidades como hipertensão e diabetes, apresentam um risco aumentado para diversas complicações pós-operatórias, tanto gerais quanto específicas do procedimento. É fundamental que o residente esteja ciente dessas possíveis intercorrências para um manejo adequado. Complicações gerais de cirurgias de grande porte incluem atelectasia e febre (comuns devido à hipoventilação e dor), derrame pleural (que pode ocorrer por sobrecarga hídrica ou como reação inflamatória), dispneia e tromboembolismo pulmonar (TEP), este último sendo uma complicação grave associada à imobilidade e ao estado de hipercoagulabilidade. A infecção do sítio cirúrgico e febre também são riscos inerentes a qualquer procedimento invasivo. No entanto, a cefaleia pós-raquianestesia (CPRA) é uma complicação específica da anestesia neuroaxial (raquianestesia ou peridural), causada pela punção da dura-máter e extravasamento de líquor. Como a mastectomia é tipicamente realizada sob anestesia geral, que não envolve a punção do espaço subaracnoide, a CPRA não é uma complicação esperada neste cenário. A capacidade de diferenciar as complicações específicas de cada tipo de anestesia é um conhecimento crucial para a prática e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações pulmonares mais comuns após uma mastectomia?

Atelectasia é uma complicação pulmonar comum devido à hipoventilação e dor pós-operatória. O tromboembolismo pulmonar (TEP) também é uma preocupação, especialmente em pacientes com fatores de risco como idade avançada, diabetes e hipertensão, devido ao estado de hipercoagulabilidade e imobilização.

Por que a cefaleia pós-raquianestesia não é esperada após uma mastectomia sob anestesia geral?

A cefaleia pós-raquianestesia (CPRA) é uma complicação da anestesia neuroaxial (raquianestesia ou peridural) causada pelo extravasamento de líquor após a punção da dura-máter. Mastectomias são tipicamente realizadas sob anestesia geral, que não envolve punção do espaço subaracnoide, portanto, a CPRA não é uma complicação esperada.

Quais são as complicações específicas do esvaziamento axilar?

O esvaziamento axilar pode levar a complicações como linfedema do membro superior ipsilateral, seroma (acúmulo de líquido no local da cirurgia), parestesias ou dor crônica no braço devido a lesão nervosa, e infecção do sítio cirúrgico.

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