Complicações Pós-Operatórias: Reconhecimento e Manejo Clínico

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Acerca das complicações pós-operatórias, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Em quadro de diverticulite aguda, a perfuração para o retroperitônio é um evento raro, e tende a acontecer em divertículos localizados no cólon esquerdo, em função da sua anatomia retroperitoneal.
  2. B) A causa mais comum de febre no pós-operatório tardio é a atelectasia pulmonar.
  3. C) Hematoma, seroma, deiscências anastomóticas estão relacionados predominantemente a fatores locais.
  4. D) A fístula biliodigestiva é uma complicação comum da colelitíase não tratada, decorrente de uma complicação da colecistite aguda.
  5. E) A retenção urinária no pós-operatório tem menor risco de ocorrência em pacientes submetidos à raquianestesia.

Pérola Clínica

Perfuração diverticular retroperitoneal: rara, cólon esquerdo (descendente/sigmoide), anatomia retroperitoneal.

Resumo-Chave

A perfuração de divertículos do cólon esquerdo para o retroperitônio é um evento raro, mas possível, devido à localização retroperitoneal do cólon descendente e sigmoide. Outras complicações pós-operatórias incluem febre (atelectasia precoce, infecção tardia), hematoma/seroma (fatores locais) e retenção urinária (maior risco com raquianestesia).

Contexto Educacional

As complicações pós-operatórias são eventos adversos que podem ocorrer após qualquer procedimento cirúrgico, variando em gravidade e impacto no prognóstico do paciente. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a recuperação e para evitar morbidade e mortalidade, sendo um pilar fundamental da prática cirúrgica. A perfuração de divertículos do cólon esquerdo para o retroperitônio é um evento raro, mas clinicamente relevante, devido à anatomia retroperitoneal do cólon descendente e sigmoide. Outras complicações incluem febre pós-operatória, que tem causas distintas dependendo do tempo (atelectasia precoce, infecções tardias), e problemas locais como hematomas e seromas, frequentemente relacionados a fatores técnicos da cirurgia, como hemostasia inadequada ou formação de espaço morto. A retenção urinária pós-operatória é uma complicação comum, especialmente após anestesia regional como a raquianestesia, que afeta a função vesical. A fístula biliodigestiva, embora grave, não é uma complicação comum da colelitíase não tratada, mas sim da colecistite aguda grave ou de procedimentos cirúrgicos. O manejo dessas complicações exige vigilância contínua, avaliação clínica detalhada e intervenção oportuna para otimizar os resultados do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de febre no pós-operatório, considerando o tempo?

Nas primeiras 24-48 horas, a atelectasia pulmonar é uma causa comum. Após 72 horas, infecções como infecção do sítio cirúrgico, pneumonia, infecção do trato urinário e tromboflebite são mais prováveis.

Por que a retenção urinária é mais comum após raquianestesia?

A raquianestesia pode inibir os nervos parassimpáticos que controlam a micção, resultando em disfunção da bexiga e aumento do risco de retenção urinária pós-operatória devido à diminuição da sensibilidade vesical e da contração do detrusor.

Quais fatores locais contribuem para hematoma e seroma pós-operatório?

Fatores locais como hemostasia inadequada, dissecção excessiva de tecidos, tensão na ferida, presença de espaço morto e drenagem insuficiente podem predispor à formação de hematomas e seromas.

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