SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Acerca das complicações pós-operatórias, assinale a alternativa correta
Perfuração diverticular retroperitoneal: rara, cólon esquerdo (descendente/sigmoide), anatomia retroperitoneal.
A perfuração de divertículos do cólon esquerdo para o retroperitônio é um evento raro, mas possível, devido à localização retroperitoneal do cólon descendente e sigmoide. Outras complicações pós-operatórias incluem febre (atelectasia precoce, infecção tardia), hematoma/seroma (fatores locais) e retenção urinária (maior risco com raquianestesia).
As complicações pós-operatórias são eventos adversos que podem ocorrer após qualquer procedimento cirúrgico, variando em gravidade e impacto no prognóstico do paciente. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a recuperação e para evitar morbidade e mortalidade, sendo um pilar fundamental da prática cirúrgica. A perfuração de divertículos do cólon esquerdo para o retroperitônio é um evento raro, mas clinicamente relevante, devido à anatomia retroperitoneal do cólon descendente e sigmoide. Outras complicações incluem febre pós-operatória, que tem causas distintas dependendo do tempo (atelectasia precoce, infecções tardias), e problemas locais como hematomas e seromas, frequentemente relacionados a fatores técnicos da cirurgia, como hemostasia inadequada ou formação de espaço morto. A retenção urinária pós-operatória é uma complicação comum, especialmente após anestesia regional como a raquianestesia, que afeta a função vesical. A fístula biliodigestiva, embora grave, não é uma complicação comum da colelitíase não tratada, mas sim da colecistite aguda grave ou de procedimentos cirúrgicos. O manejo dessas complicações exige vigilância contínua, avaliação clínica detalhada e intervenção oportuna para otimizar os resultados do paciente.
Nas primeiras 24-48 horas, a atelectasia pulmonar é uma causa comum. Após 72 horas, infecções como infecção do sítio cirúrgico, pneumonia, infecção do trato urinário e tromboflebite são mais prováveis.
A raquianestesia pode inibir os nervos parassimpáticos que controlam a micção, resultando em disfunção da bexiga e aumento do risco de retenção urinária pós-operatória devido à diminuição da sensibilidade vesical e da contração do detrusor.
Fatores locais como hemostasia inadequada, dissecção excessiva de tecidos, tensão na ferida, presença de espaço morto e drenagem insuficiente podem predispor à formação de hematomas e seromas.
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