SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Mulher, 35 anos de idade, está no 3º dia de pós-operatório de colecistectomia eletiva por videolaparoscopia. Evolui com febre, náusea e dor em hipocôndrio direito. Sem outras queixas. Aceita parcialmente a dieta oral. Ao exame físico, bom estado geral, corada,anictérica; Temperatura axilar: 38,2ºC, FC: 90bpm, PA: 116x70mmHg, FR: 18imp; abdome plano, feridas operatórias sem alterações, ruídos hidroaéreos presentes, dor moderada à palpação profunda do hipocôndrio direito, ausência de dor à descompressão brusca, sem drenagem de secreção à expressão da ferida operatória.Diante do quadro apresentado, indique o exame complementar inicial mais adequado para confirmar o diagnóstico e permitir estimar sua gravidade.
Febre + Dor em HCD no 3º PO de colecistectomia → Suspeitar de coleção (abscesso/bilioma) → TC de abdome.
No pós-operatório de colecistectomia, a tríade de febre, dor abdominal e náuseas sugere complicações locais como abscessos ou coleções biliares. A Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade.
O manejo de complicações pós-operatórias em cirurgia biliar exige alto índice de suspeição. A colecistectomia videolaparoscópica, embora segura, pode cursar com lesões de via biliar ou coleções subhepáticas. A febre no 3º PO é um marco temporal importante onde causas infecciosas locais tornam-se mais prováveis que causas sistêmicas imediatas como atelectasia. A escolha do exame de imagem deve priorizar a acurácia diagnóstica para intervenções rápidas. Fisiopatologicamente, a dor à palpação profunda sem descompressão brusca sugere um processo inflamatório localizado ainda sem peritonite generalizada. O uso da TC permite não apenas o diagnóstico, mas também a classificação da gravidade através da extensão da coleção e presença de pneumoperitônio anômalo, sendo fundamental para decidir entre tratamento conservador, drenagem percutânea ou reintervenção cirúrgica.
Embora a ultrassonografia (USG) seja frequentemente o exame inicial devido à facilidade e baixo custo, a Tomografia Computadorizada (TC) de abdome com contraste é superior para identificar coleções pequenas, fístulas biliares ou abscessos, além de permitir uma melhor estimativa da gravidade e planejamento de drenagem percutânea se necessário.
No terceiro dia pós-operatório, as causas mais comuns incluem infecção do sítio cirúrgico (superficial ou profunda), coleções intra-abdominais (abscessos), infecção urinária ou, menos frequentemente, complicações respiratórias que persistiram desde o primeiro dia. A dor localizada no hipocôndrio direito direciona a investigação para o sítio operatório.
Clinicamente pode ser difícil, pois ambos causam dor e podem cursar com febre. A TC mostra coleções líquidas, mas a diferenciação definitiva muitas vezes requer punção diagnóstica para análise do fluido (presença de bile ou pus) ou exames funcionais como a cintilografia biliar (DISIDA scan) para confirmar vazamento biliar ativo.
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