Complicações Pós-Colecistectomia: Manejo da Febre e Dor

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

No segundo dia pós-operatório de colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda, um paciente de 55 anos de idade apresentou dor abdominal intensa, marcadamente em hipocôndrio direito, e febre associada de 38 oC. Os demais sinais vitais estavam estáveis, com PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 89 bpm, FR = 17 irpm e SatO2 = 98%.Nesse caso clínico, a conduta adequada a ser adotada é

Alternativas

  1. A) laparotomia exploradora de urgência.
  2. B) conduta expectante, mantendo a verificação dos sinais vitais do paciente.
  3. C) colangiorressonância magnética para identificar cálculo em via biliar.
  4. D) laparoscopia para drenagem de leito hepático.
  5. E) escalonamento de antibioticoterapia e conduta expectante.

Pérola Clínica

Dor abdominal intensa + febre 2º PO colecistectomia → suspeitar coleção/abscesso → laparoscopia para drenagem.

Resumo-Chave

Dor abdominal intensa e febre no segundo dia pós-operatório de colecistectomia videolaparoscópica sugerem uma complicação como coleção biliar, abscesso ou fístula. A conduta inicial deve ser a investigação por imagem (USG, TC) e, se confirmada coleção, a drenagem, preferencialmente por via laparoscópica ou percutânea.

Contexto Educacional

A colecistectomia videolaparoscópica é um procedimento cirúrgico comum e geralmente seguro para tratamento de colelitíase e colecistite. No entanto, como qualquer cirurgia, pode apresentar complicações. A dor abdominal intensa e febre no segundo dia pós-operatório são sinais de alerta importantes que não devem ser subestimados, indicando uma possível complicação intra-abdominal. As complicações pós-colecistectomia podem incluir coleções líquidas (bilomas, abscessos), fístulas biliares, lesões de via biliar, sangramento ou infecção do sítio cirúrgico. A dor em hipocôndrio direito associada à febre sugere uma coleção no leito hepático ou sub-hepático, que pode ser um biloma (coleção de bile) ou um abscesso. A investigação diagnóstica deve incluir exames de imagem, como ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada, para confirmar a presença e a localização da coleção. A conduta adequada, uma vez confirmada a coleção, é a drenagem. A laparoscopia para drenagem do leito hepático é uma opção eficaz, pois permite a visualização direta, a lavagem da cavidade e a colocação de um dreno. Em alguns casos, a drenagem percutânea guiada por imagem pode ser uma alternativa, dependendo da localização e características da coleção. A conduta expectante ou apenas o escalonamento de antibioticoterapia sem drenagem da coleção é inadequada e pode levar à piora do quadro séptico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para complicações após colecistectomia videolaparoscópica?

Sinais de alerta incluem dor abdominal intensa e progressiva, febre persistente (>38°C), icterícia, distensão abdominal, náuseas/vômitos persistentes e alterações nos sinais vitais, especialmente após as primeiras 24-48 horas.

Qual a conduta inicial diante de dor e febre no pós-operatório de colecistectomia?

A conduta inicial envolve avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais (hemograma, PCR, função hepática) e exames de imagem (ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada) para identificar coleções, fístulas ou outras complicações.

Quando a reintervenção cirúrgica é indicada após colecistectomia?

A reintervenção cirúrgica (laparoscopia ou laparotomia) é indicada para drenagem de coleções intra-abdominais (abscessos, bilomas), reparo de fístulas biliares de alto débito ou lesões de via biliar, e em casos de peritonite.

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