HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
São complicações da poliidrâmnia, exceto:
Poliidrâmnio ↑ risco de TPP, HPP, prolapso de cordão; hipoplasia pulmonar é complicação de oligoidrâmnio.
A poliidrâmnia, ou excesso de líquido amniótico, está associada a diversas complicações obstétricas devido à distensão uterina excessiva e ao volume aumentado. A hipoplasia pulmonar, por outro lado, é uma complicação clássica do oligoidrâmnio, onde a restrição do volume de líquido amniótico impede o desenvolvimento adequado dos pulmões fetais.
A poliidrâmnia, definida como um índice de líquido amniótico (ILA) acima de 24 cm ou um maior bolsão vertical (MBV) acima de 8 cm, é uma condição obstétrica que afeta cerca de 1-2% das gestações. Sua importância clínica reside no aumento significativo do risco de diversas complicações maternas e fetais, sendo crucial para o residente reconhecer suas manifestações e implicações. Fisiopatologicamente, a poliidrâmnia pode ser idiopática ou associada a condições maternas como diabetes mellitus descompensado, ou fetais, como malformações gastrointestinais (atresia esofágica), neurológicas (anencefalia) ou hidropsia fetal. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, e a identificação da causa subjacente é fundamental para o manejo. O manejo da poliidrâmnia varia conforme a gravidade e a causa, podendo incluir amniocentese terapêutica para alívio sintomático ou tratamento da condição de base. É vital estar atento às complicações como trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas, prolapso de cordão umbilical e, especialmente, a hemorragia pós-parto devido à atonia uterina, que exige preparo e manejo adequado.
As principais complicações maternas incluem trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas, descolamento prematuro de placenta e hemorragia pós-parto. Para o feto, há risco aumentado de prolapso de cordão umbilical e malformações congênitas.
A hipoplasia pulmonar é uma complicação do oligoidrâmnio, onde a falta de líquido amniótico restringe o desenvolvimento pulmonar fetal. Na poliidrâmnia, o excesso de líquido não causa diretamente hipoplasia pulmonar.
A distensão uterina excessiva causada pelo grande volume de líquido amniótico pode levar à atonia uterina após o parto, dificultando a contração do útero e aumentando o risco de hemorragia pós-parto.
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