Parotidectomia: Complicações Comuns e Inesperadas

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021

Enunciado

Parotidectomia parcial por adenoma pleomórfico é cirurgia meticulosa que compreende a dissecção do nervo Facial em seu tronco e ramos e pode apresentar desfechos negativos. Qual dos listados abaixo seria o menos esperado após este procedimento?

Alternativas

  1. A) Fístula salivar.
  2. B) Síndrome de Frey.
  3. C) Síndrome de Horner.
  4. D) Recidiva tumoral.

Pérola Clínica

Parotidectomia parcial: Síndrome de Frey, fístula salivar e recidiva tumoral são esperadas; Síndrome de Horner NÃO.

Resumo-Chave

A parotidectomia parcial, embora meticulosa, pode cursar com complicações como a Síndrome de Frey (sudorese gustatória), fístula salivar e, em casos de ressecção incompleta, recidiva tumoral. A Síndrome de Horner, que envolve miose, ptose e anidrose por lesão simpática cervical, não é uma complicação esperada da cirurgia da parótida, pois o nervo facial é um nervo motor e não está diretamente envolvido na via simpática cervical.

Contexto Educacional

A parotidectomia é um procedimento cirúrgico comum para tumores da glândula parótida, como o adenoma pleomórfico, que é o tumor benigno mais frequente. A cirurgia é complexa devido à íntima relação da glândula com o nervo facial, que se ramifica dentro dela, exigindo dissecção meticulosa para preservar a função motora da face. As complicações pós-operatórias são uma preocupação significativa. A lesão do nervo facial, temporária ou permanente, é a mais temida. Outras complicações incluem fístula salivar, que pode ocorrer pela secção de ductos salivares menores, e a Síndrome de Frey, uma condição neurovegetativa caracterizada por sudorese e rubor na pele da região parotídea durante a alimentação, devido à reinervação aberrante. A recidiva tumoral, embora menos comum com técnicas cirúrgicas adequadas, é uma preocupação para adenomas pleomórficos devido ao seu potencial de crescimento multicêntrico ou capsular incompleto. A Síndrome de Horner, por outro lado, é caracterizada pela tríade de miose, ptose palpebral e anidrose facial, e resulta da interrupção da via simpática cervical. Essa via é anatomicamente distante da glândula parótida e do nervo facial, tornando a Síndrome de Horner uma complicação altamente improvável e inesperada de uma parotidectomia, diferenciando-a das complicações diretas relacionadas à anatomia da região.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Frey e por que ocorre após parotidectomia?

A Síndrome de Frey, ou sudorese gustatória, é uma complicação da parotidectomia onde há sudorese e rubor na região pré-auricular durante a alimentação. Ocorre devido à regeneração aberrante de fibras parassimpáticas secretomotoras do nervo auriculotemporal, que passam a inervar glândulas sudoríparas da pele em vez das glândulas salivares.

Quais são as complicações mais comuns da parotidectomia?

As complicações mais comuns incluem lesão do nervo facial (temporária ou permanente), fístula salivar, Síndrome de Frey, hematoma, infecção e, a longo prazo, recidiva tumoral para adenomas pleomórficos.

Por que a Síndrome de Horner não é uma complicação esperada da parotidectomia?

A Síndrome de Horner resulta de uma lesão na via simpática cervical, que é anatomicamente distinta do nervo facial e da glândula parótida. A cirurgia da parótida não envolve diretamente as estruturas nervosas simpáticas responsáveis por essa síndrome.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo