Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Sobre a Nutrição Parenteral (NP), assinale a alternativa INCORRETA.
NP prolongada pode causar alterações hepáticas, mas são mais prevalentes em crianças e neonatos.
A complicação metabólica mais frequente da Nutrição Parenteral é a intolerância à glicose. Alterações nas provas de função hepática são comuns em NP prolongada, mas a afirmação de que ocorrem 'principalmente em adultos' é o ponto incorreto, pois são mais prevalentes em crianças e neonatos.
A Nutrição Parenteral (NP) é uma terapia vital para pacientes que não podem receber nutrição por via enteral, mas está associada a diversas complicações que exigem monitoramento rigoroso. O conhecimento dessas complicações é fundamental para a segurança do paciente e para a otimização da terapia nutricional, sendo um tópico relevante para residentes. As complicações da NP podem ser metabólicas, como a intolerância à glicose (a mais frequente), desequilíbrios eletrolíticos e síndrome de realimentação. Complicações hepáticas, como esteatose e colestase, são comuns em NP prolongada, especialmente em neonatos e crianças, devido à imaturidade do sistema biliar e à composição da NP. A estase biliar também aumenta o risco de cálculos biliares. Complicações infecciosas, como a sepse relacionada ao cateter central, são sérias, embora tenham diminuído com o avanço das equipes de terapia nutricional. O manejo adequado da NP envolve a suspensão em casos de instabilidade hemodinâmica, o controle rigoroso da glicemia e eletrólitos, e a atenção às provas de função hepática. A atuação de equipes multidisciplinares de terapia nutricional é crucial para minimizar os riscos e garantir a eficácia do tratamento, otimizando os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.
A complicação metabólica mais frequente da Nutrição Parenteral é a intolerância à glicose, que pode levar a hiperglicemia e, se não manejada, evoluir para coma hiperosmolar não cetótico.
O uso prolongado da Nutrição Parenteral aumenta o risco de cálculos biliares devido à falta de estímulo para a liberação de colecistoquinina, o que leva à estase biliar e à formação de lama biliar e cálculos.
As alterações hepáticas associadas à NP incluem esteatose, colestase e, em casos graves, cirrose. Embora possam ocorrer em adultos, são mais prevalentes e graves em neonatos e crianças, especialmente prematuros, devido à imaturidade hepática e à composição da NP.
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