Nutrição Parenteral: Complicações e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a Nutrição Parenteral (NP), assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Na ocorrência de instabilidade hemodinâmica, a NP deve ser suspensa.
  2. B) A complicação metabólica mais frequente é a intolerância à glicose que se não manejada adequadamente pode evoluir para como hiperosmolar não cetótico.
  3. C) Podem ocorrer alterações nas provas de função hepática quando em NP prolongada, principalmente em adultos.
  4. D) O risco de desenvolver cálculos biliares está aumentado com o uso da NP prolongada devido à falta de estímulo para a liberação de colecistoquinina.
  5. E) Com o desenvolvimento das equipes especializadas em terapia nutricional, a incidência de sepse relacionada ao cateter central reduziu-se de 30% para 5% nos últimos anos.

Pérola Clínica

NP prolongada pode causar alterações hepáticas, mas são mais prevalentes em crianças e neonatos.

Resumo-Chave

A complicação metabólica mais frequente da Nutrição Parenteral é a intolerância à glicose. Alterações nas provas de função hepática são comuns em NP prolongada, mas a afirmação de que ocorrem 'principalmente em adultos' é o ponto incorreto, pois são mais prevalentes em crianças e neonatos.

Contexto Educacional

A Nutrição Parenteral (NP) é uma terapia vital para pacientes que não podem receber nutrição por via enteral, mas está associada a diversas complicações que exigem monitoramento rigoroso. O conhecimento dessas complicações é fundamental para a segurança do paciente e para a otimização da terapia nutricional, sendo um tópico relevante para residentes. As complicações da NP podem ser metabólicas, como a intolerância à glicose (a mais frequente), desequilíbrios eletrolíticos e síndrome de realimentação. Complicações hepáticas, como esteatose e colestase, são comuns em NP prolongada, especialmente em neonatos e crianças, devido à imaturidade do sistema biliar e à composição da NP. A estase biliar também aumenta o risco de cálculos biliares. Complicações infecciosas, como a sepse relacionada ao cateter central, são sérias, embora tenham diminuído com o avanço das equipes de terapia nutricional. O manejo adequado da NP envolve a suspensão em casos de instabilidade hemodinâmica, o controle rigoroso da glicemia e eletrólitos, e a atenção às provas de função hepática. A atuação de equipes multidisciplinares de terapia nutricional é crucial para minimizar os riscos e garantir a eficácia do tratamento, otimizando os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual a complicação metabólica mais comum da Nutrição Parenteral?

A complicação metabólica mais frequente da Nutrição Parenteral é a intolerância à glicose, que pode levar a hiperglicemia e, se não manejada, evoluir para coma hiperosmolar não cetótico.

Por que a Nutrição Parenteral prolongada aumenta o risco de cálculos biliares?

O uso prolongado da Nutrição Parenteral aumenta o risco de cálculos biliares devido à falta de estímulo para a liberação de colecistoquinina, o que leva à estase biliar e à formação de lama biliar e cálculos.

Quais as principais alterações hepáticas associadas à Nutrição Parenteral?

As alterações hepáticas associadas à NP incluem esteatose, colestase e, em casos graves, cirrose. Embora possam ocorrer em adultos, são mais prevalentes e graves em neonatos e crianças, especialmente prematuros, devido à imaturidade hepática e à composição da NP.

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