IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Segundo DUNCAN (2014), a cefaleia é um dos motivos de consulta mais prevalente na prática médica e em atenção primária à saúde. No que se refere a Migrânea, dentre as suas principais complicações tem-se:
Complicações da migrânea → infarto migranoso e crise epilética.
A migrânea, embora geralmente benigna, pode ter complicações graves como o infarto migranoso (AVC isquêmico associado a aura) e a crise epilética desencadeada por migrânea, exigindo reconhecimento e manejo adequados.
A migrânea é uma cefaleia primária comum, caracterizada por ataques recorrentes de dor de cabeça moderada a grave, geralmente unilateral, pulsátil, associada a náuseas, vômitos, foto e fonofobia. Embora a maioria dos casos seja autolimitada, a migrânea pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e, em alguns casos, levar a complicações sérias. As complicações da migrânea incluem o infarto migranoso, que é um evento isquêmico cerebral associado a uma crise de migrânea com aura, e a crise epilética desencadeada por migrânea, onde a crise convulsiva ocorre em estreita relação temporal com o ataque de cefaleia. Outras complicações são o status migranoso e a aura persistente. O reconhecimento dessas complicações é vital para o neurologista e o clínico geral. O manejo envolve não apenas o tratamento agudo da cefaleia, mas também a prevenção de novos ataques e a identificação de fatores de risco para complicações, como o uso excessivo de medicação e a presença de aura prolongada.
O infarto migranoso é um acidente vascular cerebral isquêmico que ocorre durante um ataque de migrânea com aura, com sintomas neurológicos focais persistindo por mais de 60 minutos e evidência de infarto em neuroimagem.
A crise epilética desencadeada por migrânea, ou "epilepsia migranosa", é uma complicação rara onde uma crise epilética ocorre durante ou logo após um ataque de migrânea, especialmente com aura.
Outras complicações incluem status migranoso (ataque de migrânea com duração superior a 72 horas), aura persistente sem infarto e migrânea crônica (cefaleia por 15 ou mais dias/mês por >3 meses).
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