Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
As complicações após a intervenção coronária percutânea ICP são a ocorrência de desfechos graves:
Complicações graves pós-ICP incluem oclusão do vaso, necessidade de reintervenção de emergência (cirúrgica ou percutânea), angina recorrente e óbito.
Os desfechos adversos maiores após uma intervenção coronária percutânea (ICP) vão além das complicações mecânicas imediatas. A ocorrência de angina recorrente, necessidade de nova revascularização (seja percutânea ou cirúrgica) e o óbito são considerados eventos graves que definem o sucesso ou falha do procedimento a médio e longo prazo.
A intervenção coronária percutânea (ICP) com implante de stent revolucionou o tratamento da doença arterial coronariana, mas não é isenta de riscos. As complicações podem ser classificadas como agudas, subagudas e tardias, e são monitoradas através de desfechos clínicos graves, conhecidos como eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE). Os MACE incluem classicamente o óbito (cardíaco e por todas as causas), o infarto do miocárdio periprocedimento ou tardio, e a necessidade de revascularização do vaso-alvo. A oclusão do vaso-alvo, seja por trombose aguda/subaguda ou por reestenose tardia, é um evento central que pode levar à necessidade de uma nova ICP não programada ou, em casos mais graves, a uma cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) de emergência. A angina recorrente, mesmo sem oclusão total, também é um desfecho importante, pois indica falha do tratamento em aliviar os sintomas. Para o médico residente, é fundamental compreender que o sucesso da ICP não se mede apenas pela imagem angiográfica final. O acompanhamento clínico do paciente é essencial para detectar precocemente sinais de complicações. A adesão rigorosa à dupla antiagregação plaquetária é a principal medida para prevenir a trombose de stent, enquanto o controle agressivo dos fatores de risco cardiovascular é crucial para evitar a reestenose e a progressão da doença em outros vasos.
A complicação aguda mais temida é a trombose de stent, que causa oclusão do vaso-alvo e infarto agudo do miocárdio. Outras incluem dissecção coronariana, perfuração, embolização distal e reações alérgicas ao contraste. A trombose subaguda pode ocorrer nos primeiros 30 dias.
É uma emergência médica que exige reperfusão imediata. A primeira opção é tentar uma nova intervenção coronária percutânea (ICP de resgate). Se houver falha ou impossibilidade técnica, a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) de emergência é indicada.
A angina por reestenose intra-stent tipicamente ocorre entre 3 e 12 meses após a ICP e se manifesta com sintomas semelhantes aos prévios. A progressão da doença em outro local do vaso ou em outra artéria pode ocorrer a qualquer momento. A cineangiocoronariografia é o padrão-ouro para diferenciar as duas condições.
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