Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
A situação mais improvável de acontecer a uma gestante que realizou fertilização in vitro é:
Gestação pós-FIV = alto risco → ↑ incidência de pré-eclâmpsia, parto prematuro e gemelaridade.
A fertilização in vitro (FIV) está associada a um aumento de desfechos obstétricos adversos. Isso se deve tanto a fatores da própria paciente (idade materna avançada, causas de infertilidade) quanto ao procedimento em si, que pode alterar a placentação.
A gestação obtida por fertilização in vitro (FIV) é considerada de alto risco devido à maior incidência de complicações maternas e fetais. Fatores como idade materna avançada, causas subjacentes da infertilidade e o próprio procedimento contribuem para esse cenário. As principais complicações incluem doença hipertensiva gestacional (pré-eclâmpsia), diabetes gestacional, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. A fisiopatologia por trás do aumento do risco de pré-eclâmpsia, por exemplo, está relacionada a uma possível placentação deficiente. A manipulação embrionária e as condições hormonais suprafisiológicas do ciclo de FIV podem interferir na invasão trofoblástica, um processo crucial para o desenvolvimento placentário adequado. O diagnóstico precoce e o acompanhamento pré-natal rigoroso são fundamentais. Embora a transferência do embrião seja intrauterina, o risco de gravidez ectópica não é nulo e é até maior que na população geral. No entanto, quando comparado à alta frequência de pré-eclâmpsia e parto prematuro, torna-se uma complicação relativamente menos provável.
Sinais de alerta incluem elevação da pressão arterial (suspeita de pré-eclâmpsia), sangramento vaginal, dor pélvica intensa (pode indicar ectópica ou torção ovariana), e contrações uterinas regulares antes de 37 semanas (trabalho de parto prematuro).
Acredita-se que a manipulação de gametas e embriões e a ausência de exposição materna ao sêmen paterno antes da concepção possam levar a uma placentação anômala, que é a base fisiopatológica da pré-eclâmpsia.
A diferenciação é feita pela ultrassonografia transvaginal, que pode visualizar um saco gestacional fora do útero, e pela dosagem seriada de beta-hCG, que na ectópica tende a ter uma elevação mais lenta ou platô, diferente da queda esperada no abortamento.
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