CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre a ruptura da cápsula posterior durante uma cirurgia de catarata com facoemulsificação, podemos afirmar:
Ruptura de cápsula posterior → ↑ Risco de perda vítrea, descolamento de retina e endoftalmite.
A ruptura da cápsula posterior é uma complicação intraoperatória grave que exige manejo cuidadoso do vítreo para evitar tração retiniana e infecções.
A ruptura da cápsula posterior (RCP) ocorre em cerca de 0,5% a 3% das facoemulsificações realizadas por cirurgiões experientes. O manejo adequado envolve manter a estabilidade da câmara anterior com viscoelásticos antes de remover o instrumental, seguido de vitrectomia anterior automatizada para limpar o eixo visual e evitar tração na base do vítreo. A RCP predispõe à endoftalmite pois o vítreo serve como andaime para migração bacteriana e a cirurgia torna-se mais invasiva. O acompanhamento pós-operatório deve ser rigoroso, com mapeamento de retina frequente para identificar roturas periféricas precocemente.
Os principais riscos incluem o descolamento de retina (devido à tração vítrea), a endoftalmite (por quebra da barreira e tempo cirúrgico prolongado), o edema macular cistoide e o deslocamento de fragmentos do cristalino para a cavidade vítrea.
Sinais diretos incluem a visualização da rasgadura ou do vítreo. Sinais indiretos incluem o aprofundamento súbito da câmara anterior (não o estreitamento), a inclinação do núcleo, a perda de mobilidade dos fragmentos e a dificuldade de aspiração.
Sim, o implante da lente intraocular (LIO) ainda é possível em muitos casos, dependendo da extensão da ruptura e do suporte capsular remanescente. A lente pode ser colocada no sulco ciliar ou, se houver suporte suficiente, até no saco capsular após vitrectomia anterior adequada.
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