CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Assinale a alternativa correta em relação à ruptura de cápsula posterior durante a cirurgia de facoemulsificação:
Ruptura de cápsula + perda vítrea = ↑ Risco de descolamento de retina e endoftalmite.
A ruptura da cápsula posterior com perda vítrea é uma complicação séria que compromete a barreira hemato-ocular, aumentando significativamente a incidência de complicações retinianas e infecciosas.
A ruptura da cápsula posterior (RCP) ocorre em cerca de 1% a 4% das facoemulsificações. Sua ocorrência exige mudança imediata na estratégia cirúrgica para minimizar danos. A perda vítrea associada está ligada a edema macular cistoide (Irvine-Gass), descolamento de retina e glaucoma secundário. A gestão adequada envolve a limpeza do vítreo da câmara anterior e das incisões (vitrectomia anterior) e a avaliação cuidadosa do suporte capsular remanescente para decidir o local de implante da lente intraocular (sulco ciliar, captura óptica ou fixação escleral/iriana).
A ruptura da cápsula posterior e a perda vítrea rompem a integridade anatômica entre os segmentos anterior e posterior. Isso facilita a migração de microrganismos da superfície ocular para a cavidade vítrea, além de prolongar o tempo cirúrgico e aumentar a manipulação tecidual, fatores que predispõem à infecção.
O cirurgião não deve remover a caneta de facoemulsificação abruptamente. Deve-se manter a infusão para estabilizar a pressão intraocular e preencher a câmara anterior com viscoelástico dispersivo antes de retirar o instrumental, evitando o prolapso vítreo maciço para as incisões.
Deve ser realizada com parâmetros de baixo fluxo e alta taxa de corte, preferencialmente via bimanual ou via pars plana. O uso de triancinolona (e não azul de tripano) é o padrão-ouro para corar e identificar o vítreo remanescente na câmara anterior, garantindo sua remoção completa.
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