Ruptura de Cápsula Posterior na Facoemulsificação

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação à ruptura de cápsula posterior durante a cirurgia de facoemulsificação:

Alternativas

  1. A) Quando associada à perda vítrea, aumenta o risco de descolamento de retina e endoftalmite
  2. B) A presença e extensão da ruptura não influenciam na escolha do local de implantação da lente intraocular
  3. C) Caso ocorra perda vítrea, deve ser feita a vitrectomia anterior, sendo o azul de tripano utilizado para corar algum vítreo remanescente na câmara anterior
  4. D) Assim que identificada sua presença, associada a perda vítrea, o cirurgião deve remover a caneta de facoemulsificação da câmara anterior, rapidamente

Pérola Clínica

Ruptura de cápsula + perda vítrea = ↑ Risco de descolamento de retina e endoftalmite.

Resumo-Chave

A ruptura da cápsula posterior com perda vítrea é uma complicação séria que compromete a barreira hemato-ocular, aumentando significativamente a incidência de complicações retinianas e infecciosas.

Contexto Educacional

A ruptura da cápsula posterior (RCP) ocorre em cerca de 1% a 4% das facoemulsificações. Sua ocorrência exige mudança imediata na estratégia cirúrgica para minimizar danos. A perda vítrea associada está ligada a edema macular cistoide (Irvine-Gass), descolamento de retina e glaucoma secundário. A gestão adequada envolve a limpeza do vítreo da câmara anterior e das incisões (vitrectomia anterior) e a avaliação cuidadosa do suporte capsular remanescente para decidir o local de implante da lente intraocular (sulco ciliar, captura óptica ou fixação escleral/iriana).

Perguntas Frequentes

Por que a ruptura capsular aumenta o risco de endoftalmite?

A ruptura da cápsula posterior e a perda vítrea rompem a integridade anatômica entre os segmentos anterior e posterior. Isso facilita a migração de microrganismos da superfície ocular para a cavidade vítrea, além de prolongar o tempo cirúrgico e aumentar a manipulação tecidual, fatores que predispõem à infecção.

Qual a conduta imediata ao identificar a ruptura?

O cirurgião não deve remover a caneta de facoemulsificação abruptamente. Deve-se manter a infusão para estabilizar a pressão intraocular e preencher a câmara anterior com viscoelástico dispersivo antes de retirar o instrumental, evitando o prolapso vítreo maciço para as incisões.

Como a vitrectomia anterior deve ser realizada?

Deve ser realizada com parâmetros de baixo fluxo e alta taxa de corte, preferencialmente via bimanual ou via pars plana. O uso de triancinolona (e não azul de tripano) é o padrão-ouro para corar e identificar o vítreo remanescente na câmara anterior, garantindo sua remoção completa.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo