Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Sobre as hepatites virais, assinale a alternativa INCORRETA.
Hepatite C: complicações extra-hepáticas comuns são crioglobulinemia mista e porfiria cutânea tarda.
A hepatite C é conhecida por suas manifestações extra-hepáticas, mas as mais comuns incluem crioglobulinemia mista, porfiria cutânea tarda e líquen plano. Poliarterite nodosa e glomerulonefrite membranosa são mais frequentemente associadas à hepatite B.
As hepatites virais são um grupo de doenças infecciosas que afetam o fígado, causadas por diferentes vírus (A, B, C, D, E). Representam um desafio significativo de saúde pública devido à sua alta prevalência e potencial de cronificação e complicações graves, como cirrose e carcinoma hepatocelular. O conhecimento aprofundado sobre cada tipo é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A transmissão varia: A e E são oral-fecal; B, C e D são parenterais (sangue, sexual, vertical). A cronificação da hepatite B é mais comum em crianças e recém-nascidos, enquanto a hepatite C tem alta taxa de cronificação em adultos. O diagnóstico envolve sorologias específicas para cada vírus. A suspeita deve ser levantada em pacientes com elevação de transaminases ou sintomas inespecíficos. O tratamento e prognóstico dependem do tipo de hepatite. A vacinação é eficaz para hepatite A e B. A hepatite B pode levar ao carcinoma hepatocelular mesmo sem cirrose. As complicações extra-hepáticas são importantes, sendo a crioglobulinemia mista e a porfiria cutânea tarda mais associadas à hepatite C, e a poliarterite nodosa e glomerulonefrite membranosa mais à hepatite B. A dosagem de Anti-HBs em profissionais de saúde é vital para avaliar imunidade pós-vacinação.
As complicações extra-hepáticas mais comuns da hepatite C incluem crioglobulinemia mista, porfiria cutânea tarda, líquen plano e linfoma não-Hodgkin. Outras condições como glomerulonefrite membranoproliferativa também podem ocorrer.
Sim, a hepatite B é única entre as hepatites virais por poder levar ao carcinoma hepatocelular mesmo na ausência de cirrose estabelecida, embora o risco seja significativamente maior em pacientes cirróticos. Isso se deve à integração do DNA viral no genoma do hepatócito.
A dosagem do anticorpo Anti-HBs em profissionais de saúde é crucial para determinar o status de imunidade contra a hepatite B após a vacinação. Níveis adequados (geralmente >10 mUI/mL) indicam proteção, e a ausência de resposta pode indicar a necessidade de revacinação ou investigação.
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