CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Paciente submetido à evisceração por um trauma ocular há 10 anos. Apresenta-se com a alteração da imagem abaixo. Qual a causa mais provável?
Exposição de implante orbitário = complicação tardia comum pós-evisceração/enucleação.
A exposição do implante ocorre por deiscência de tecidos, trauma ou infecção crônica, exigindo intervenção cirúrgica para evitar a extrusão total e permitir o uso da prótese externa.
A reabilitação da cavidade anoftálmica visa manter o volume orbitário e permitir o uso de uma prótese estética. O uso de implantes (como esferas de polietileno poroso ou hidroxiapatita) é o padrão ouro. No entanto, a longo prazo, a fina camada de tecido que recobre o implante pode sofrer erosão. O diagnóstico clínico é feito pela visualização direta do material do implante através de uma falha na conjuntiva ou esclera remanescente. O manejo precoce é essencial para prevenir a extrusão completa, que resultaria em perda de volume orbitário e dificuldade técnica para futuras reconstruções.
Pode ser causada por tensão excessiva na sutura, implantes muito grandes, vascularização precária, trauma local ou infecção crônica (biofilme) no material do implante.
Depende do tamanho da exposição. Pequenas áreas podem ser tratadas com retalhos de conjuntiva ou esclera doadora. Exposições grandes ou com infecção geralmente exigem a remoção ou troca do implante.
Na evisceração, remove-se o conteúdo intraocular mantendo a esclera e os músculos extraoculares. Na enucleação, remove-se o globo ocular inteiro, preservando apenas os tecidos orbitários e músculos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo